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Scott Pruitt, chefe da Agência de Proteção Ambiental de Trump, renuncia em meio à escândalo

Scott Pruitt, o chefe administrador bastante controverso da Agência de Proteção ao Meio Ambiente, do governo de Donald Trump, renunciou.

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Trump, que costuma usar o Twitter com uma frequência razoável, inclusive para fazer certos tipos de declarações, anunciou em seu Twitter a saída de Pruitt e ainda afirmou que o famigerado administrador, durante sua gestão, “fez um bom trabalho”.

Em uma ocasião posterior, ele tweetou ainda que o vice-reitor de Scott Pruitt, cujo nome é Andrew Wheeler, assumirá a posição de administrador interino a partir de segunda-feira.

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Trump insistentemente defendeu Scott Pruitt mesmo depois de uma série de escândalos de ética durante o período em que este ocupava o cargo.

Pruitt elaborou uma carta de renúncia, na qual assumiu um tom altivo, sem apresentar qualquer tipo de arrependimento:

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“É realmente muito penoso para mim deixar de servi-lo (a Trump) nesta função. Contudo, os ataques impiedosos contra a minha pessoa, direta e pessoalmente, contra a minha família, são totalmente sem precedentes e provocaram danos expressivos em todos nós”.

Ainda na mesma carta de renúncia, Pruitt fez inúmeras alusões ao divino enquanto tecia elogios ao presidente americano.

“Eu tenho a crença de que você está trabalhando como presidente atualmente por conta da providência divina”, disse ele. “Eu compartilho a crença de que a mesma providência divina que te colocou no cargo da presidência foi a que me colocou sob seus comandos”.

Scott Pruitt, que já havia trabalhado como Procurador Geral do Estado de Oklahoma estava sob intensa pressão a respeito de questões que envolviam a utilização de fundos públicos para melhorias diversas em viagens e também em escritórios. Por se valer de uma nebulosa cláusula da Lei de Água Potável para conceder aumentos salariais a dois de seus assessores e também por ter gasto 50 dólares por noite para custear o aluguel de um quarto em uma casa no Capitólio, da esposa de um lobista de indústria de energia.

Um oficial de ética da Agência de Proteção Ambiental (APA ou EPA, em inglês) que havia afirmado a princípio que o acordo não era inadequado subseqüentemente voltou atrás nessa declaração.

Em abril desse ele, a Reuters citou um assessor republicano anônimo que afirmou que o acordo estava sendo devidamente examinado pelo comitê de supervisão da Câmara.

Os enormes gastos foram detalhados em alguns “dados de segurança de 20 membros em tempo integral” para Pruitt. Nas últimas semanas, um contingente imenso de notícias sobre a potencial impropriedade de Pruitt na APA se intensificou – instigando diversos funcionários a renunciarem.

Uma denúncia trouxe à tona no começo desta semana que Pruitt possuía uma espécie de “calendário secreto” para esconder reuniões com representantes importantes do setor industrial.

Ainda de acordo com essa denúncia, os funcionários teriam feito uma reunião no escritório de Pruitt para modificar ou apagar registros das reuniões. Também surgiu que Pruitt soliticou aos funcionários para utilizarem seus cartões de crédito pessoais para efetuar suas reservas de hotel. No mês anterior, as atividades de Pruitt foram alvo de pelo menos 14 investigações federais distintas.

À despeito das controvérsias, Trump permaneceu defendendo e elogiando Pruitt.