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Usuários gastam menos tempo no Facebook, de acordo com pesquisa

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(Por Investopedia) Tendências preocupantes continuam a surgir para a maior empresa de mídia social de todo o planeta, a Facebook Inc. (FB), no que se refere a retenção de seus usuários e seu interesse na plataforma on-line.

Um novo estudo realizado pela empresa de pesquisa Nielsen salienta que a quantidade de tempo que as pessoas gastam na principal rede social da empresa diminuiu por volta de 7% no último ano, de acordo com a Business Insider (BI).

O estudo da Nielsen descobriu que, embora o envolvimento dos usuários com outras propriedades do Facebook, o Instagram tenha aumentado consideravelmente, sua base de usuários relativamente pequena não compensa a perda do serviço principal do Facebook.

Os usuários do Instagram gastaram 38% mais tempo na plataforma de compartilhamento de fotos em comparação ao ano anterior. A base de usuários do Instagram cresceu 15% neste ano, em comparação com o crescimento de 3,5% observado para usuários do Facebook.

Brian Wieser, analista sênior da Pivotal, disse em uma nota de pesquisa “No geral, incluindo Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp, a participação do Facebook no consumo digital foi de 15,2% contra 16,9% no mesmo período do ano passado”.

O declínio não é uma tendência recente. O relatório da Nielsen sugere ainda que a participação do Facebook no consumo de conteúdo digital em todos os seus aplicativos caiu de cerca de 20% nos últimos dois anos para cerca de 15%.

No entanto, o lado positivo é que, apesar do declínio no consumo de conteúdo, o Facebook ainda pode esperar obter cerca de 23% da receita de publicidade digital dos EUA este ano, prevê Wieser.

“Na medida em que o Facebook continua a deter uma participação de consumo em torno de 15%, isso implica que o Facebook está super monetizando versus a indústria em um grau significativo”, disse Wieser.

Perda do Facebook representa ganho da concorrência

O Google, da Alphabet Inc. (GOOGL), emergiu como o maior beneficiário desse declínio. A empresa de mecanismos de busca dominante conseguiu aumentar sua participação de 25% há dois anos para cerca de 35% em julho de 2018, atribuída principalmente ao serviço de transmissão de vídeos do YouTube. (Veja também Como o YouTube faz dinheiro com vídeos.)

O Facebook continua a lutar com as investigações em andamento sobre escândalos de violação de dados em sua plataforma, como o Cambridge Analytica e as falsas campanhas de notícias russas que supostamente se intrometeu nas eleições dos EUA.

O estudo da Nielsen acrescenta à lista de relatórios semelhantes publicados nos últimos tempos, destacando os desafios enfrentados pela empresa de Menlo Park, na Califórnia.

Em junho, uma pesquisa da Pew Research citou que o Facebook está rapidamente perdendo o público mais jovem para rivais como o Snapchat, e na semana passada um relatório viu um quarto dos americanos excluindo o aplicativo do Facebook de seus smartphones.

A BI também cita outro recente estudo independente da Common Sense Media, que afirma que “apenas 15% das pessoas entre 13 e 17 anos disseram que o ‘go-to social site’ era o Facebook, abaixo dos 68% em 2012.”

Danieli Mennitti
Possuo graduação e mestrado em História pela UNESP. Faço parte da equipe de redação do portal Resumo. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Interesso-me e escrevo sobre os mais variados assuntos.

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