Tecnologia

Facebook aumenta a segurança da equipe de campanha política

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(Por Forbes)

O Facebook está introduzindo novas ferramentas de segurança para o pessoal da campanha política, preocupado com truques sujos no período que antecede as eleições de meio de mandato.

Em sua página pessoal no Facebook, o CEO Mark Zuckerberg admitiu na semana passada que a empresa ficou aquém quando se tratou de manter o controle durante a eleição presidencial de 2016. Um grande número de contas e páginas falsas, muitas das quais parecem ter sido gerenciadas pela Agência de Pesquisa da Internet (IRA) da Rússia, espalhou informações erradas durante a campanha.

“Em 2016, nossos esforços de segurança eleitoral nos prepararam para ataques cibernéticos tradicionais, como phishing, malware e hackers. Identificamos esses e notificamos o governo e os afetados”, escreveu ele.

“O que não esperávamos eram agentes estrangeiros lançando operações coordenadas de informação com redes de contas falsas espalhando divisão e desinformação”.

Desde então, a empresa trabalha para remover contas falsas a uma taxa de milhões por dia e contratou 10 mil pessoas para trabalhar em segurança.

Ele retirou mais de 170 páginas e contas da IRA, várias centenas que se acredita serem patrocinadas pelo Irã e um outro conjunto que acredita-se estar focado em influenciar as próximas eleições no Brasil.

No entanto, este último movimento visa proteger as contas e páginas que são genuínas, fornecendo medidas de segurança adicionais.

Dado que as campanhas políticas são geralmente de curto prazo, diz o chefe da política de segurança cibernética Nathaniel Gleicher, o Facebook não pode, por si só, saber quais contas proteger, o que significa que elas precisarão pedir ajuda.

O programa estará disponível para candidatos a cargos federais ou estaduais, assim como funcionários e representantes de comitês federais e estaduais de partidos políticos. Os administradores de página podem se inscrever no programa em politics.fb.com/campaignsecurity e, uma vez inscritos, podem adicionar outros de sua campanha ou comitê.

“Ajudaremos as autoridades a adotar nossas proteções de segurança de contas mais fortes, como a autenticação de dois fatores, e monitorar possíveis ameaças de hackers”, promete o chefe de política de segurança cibernética da empresa, Nathaniel Gleicher, em um post no blog.

“Se descobrirmos um ataque contra um oficial da campanha, poderemos revisar e proteger outras contas que estão inscritas no nosso programa e afiliadas à mesma campanha.”

A empresa fornecerá treinamento no uso dessas ferramentas e fornecerá canais especiais para os administradores de contas designados denunciarem qualquer comportamento suspeito. A empresa também irá monitorar as ameaças de hackers, passando qualquer informação sobre interferência eleitoral para as autoridades.

Se o plano funcionar, diz Gleicher, ele poderia ser expandido para futuras eleições e poderia ser oferecido de forma permanente para outros usuários de alto nível, incluindo funcionários do governo.

Danieli Mennitti
Possuo graduação e mestrado em História pela UNESP. Faço parte da equipe de redação do portal Resumo. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Interesso-me e escrevo sobre os mais variados assuntos.

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