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Crítica do filme: Megatubarão (2018)

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Monstros e criaturas gigantescas, com um enorme poder de “destruição” fascinam na mesma medida que amedrontam. Uma dose cavalar de curiosidade também explica esse tipo de apreço que as pessoas nutrem por criaturas diferenciadas e ameaçadoras. O filme “Megatubarão” é uma prova disso.

A obra cinematográfica “Megatubarão” não é primeira e possivelmente não será a última a se valer da temática de um tubarão grande, perigoso e assassino. O clássico geek “Tubarão”, de 1975,  “Sharknado”, de 2013 e “Águas Rasas”, de 2016 são apenas alguns dos vários filmes que envolvem tubarões, o que prova que essa criatura em especial desperta interesse.

Mas o que o filme “Megatubarão” tem de diferente em comparação com os demais? Bem, a priori, a primeira distinção do filme em relação aos outros com temáticas semelhantes é o próprio animal em si: a “estrela” do filme é a lendária figura do Megalodonte. Na verdade, lendária seria apenas uma força de expressão, pois essa criatura realmente existiu.

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De acordo com os pesquisadores, o Megalodonte foi a maior espécie de tubarão que já existiu na história do planeta. Trata-se de uma animal pré-histórico, que viveu no período Mioceno, cuja duração foi de 16 a 20 milhões de anos atrás.

Conforme algumas estimativas feitas por cientistas baseadas nos fósseis encontrados, ele teria um comprimento aproximado de 20 metros.

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Após essa breve contextualização, voltemos a trama. Em uma super profunda fossa localizada no Oceano Pacífico, uma tripulação presente em um certo submarino fica presa no interior do local depois de ser atacada por uma gigantesca e assustadora criatura da Pré-História: o Megalodon, que acreditavam até então estar extinta há milhares de anos. Para poder resgatar os pobres coitados, um oceanógrafo chinês chama John Taylor, que nada mais é do que um mergulhador profissional especializado em mergulho de águas profundas e que, pasme, já teve um encontro com a criatura em outra ocasião.

Quem está esperando um filme super cult, que promove uma reflexão profunda e ajuda na promoção de valiosos conhecimentos científicos e pré-históricos, pode esquecer. Não se deve criar muitas expectativas para o filme, pois o enredo em si é bastante fraco e pobre. Em outras palavras, há um mero fiozinho de história, pouco e mal trabalhado.

Sim, Megatubarão é um filme tosco, como todos já estávamos esperando. No bom e no mal sentido. Há de se fazer alguma justiça a Megatubarão: a produção em si é muito bem feita, toda a ação existente no filme é plenamente capaz de prender a atenção do espectador, além de efeitos especiais realmente muito bons.

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Megatubarão segue aquele clichê que praticamente todo filme de tubarão faz, que é procurar criar o máximo de suspense possível e esperar o quanto for possível para exibir o bicho. Entretanto, eles acabam “enchendo linguiça” demais. Como é de se esperar, há um personagem para o alívio cômico:Wilson.

Até chegar a começar a ação para valer, a obra enrola muito, chegando a ser maçante e forçado em alguns momentos. Porém as coisas ficam até bastante interessantes quando a ação de verdade começa.

Em suma, Megatubarão é um filme que se deve assistir de forma despretensiosa.