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Primeiro debate eleitoral de 2018 na TV reúne 8 candidatos à presidência por mais de 3 horas

Um número de 8 candidatos ao cargo de presidente da República participou de um debate eleitoral na quinta-feira, no período da noite do dia 09 de agosto, debate esse organizando pela TV Bandeirantes. O debate teve uma duração de 3 horas e 13 minutos e acabou na madrugada desta sexta-feira, 10 de agosto.

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Por meio de um sorteio, os candidatos presidenciáveis foram posicionados na ordem descrita a seguir (da esquerda para a direita): Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e por fim Ciro Gomes (PDT).

Antes do começo do debate, o mediador, o jornalost Ricardo Boechat informou que a emissora fez o convite ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba. Porém ele foi impedido pela Justiça de participar do debate.

No decorrer do debate, os presidenciáveis apresentaram propostas a respeito de emprego, educação, segurança pública, desenvolvimento, juros, aborto, entre outros aspectos.

O debate foi repartido em cinco blocos:

  • Primeiro bloco: perguntas de leitores do “Metro Jornal” e perguntas feitas entre os próprios candidatos.
  • Segundo bloco: perguntas efetuadas por jornalistas do Grupo Bandeirantes.
  • Terceiro bloco: perguntas entre candidatos.
  • Quarto bloco: perguntas elaboradas por jornalistas do Grupo Bandeirantes.
  • Quinto bloco: considerações finais.

Cabe salientar que cada candidato tinha um tempo de 1min30s para responder aos questionamentos e 45 segundos para as réplicas e tréplicas.

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As propostas feitas pelos candidatos

Leia adiante as respectivas falas, na íntegra, dos candidatos à Presidência a respeito das propostas feitas por eles durante as respostas que eles deram em frente as perguntas recebidas.

  • Álvaro Dias, filiado ao partido Podemos

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “Em vez de [o BNDES] investir no Brasil e gerar empregos, melhorando nossa infraestrutura e nossa logística, nós, no governo, não permitiremos que o BNDES empreste, sobretudo, para nações comandadas por ditadores corruptos e sanguinários que esmagam seus povos na miséria. Os recursos do BNDES não construirão metrô na Venezuela. Poderão construir em Belo Horizonte, despoluir o Rio Tietê, a Baía de Guanabara, através de parcerias público-privadas, com alavancagem do BNDES, um grande banco.”

Venezuelanos no Brasil – “Seria perverso expulsar seres humanos que foram escorraçados por uma ditadura sanguinária e impiedosa. Não há como expulsá-los do Brasil. Com sensibilidade humana, um governo não pode escorraçá-los daqui como foram expulsos de lá pela violência, pela miséria e pela fome. O que nós temos que condenar são os governos brasileiros que alimentaram durante anos essa ditadura incapaz de respeitar as liberdades democráticas. Uma ditadura sanguinária que submeteu o seu povo à fome, à miséria, à violência e à morte e que teve a complacência de governos brasileiros.”

Segurança pública – “Mulheres e jovens: nos últimos dez anos, de 2006 a 2016, nós tivemos o sepultamento de 324 mil jovens de 14 a 25 anos no nosso país, sete vezes mais que o número de soldados mortos na Guerra do Vietnã durante 20 anos. Os governantes deveriam pedir perdão ao povo brasileiro. Não há como não afirmar que não temos recursos, nós gastamos mais com segurança do que os países da OCDE. O problema é honestidade, planejamento e competência. É preciso restabelecer a autoridade, não há autoridade constituída. E quando a autoridade não se impõe, a marginalidade se sobrepõe e o crime cresce de forma avassaladora no país como ocorre hoje. Nós temos três itens: financiamento, capacitação e indução de políticas corretas, política de segurança pública de Estado e não de governo. Combate ao tráfico de drogas, combate à produção e ao tráfico de drogas, instituindo uma frente latino-americana.”

Ajuste fiscal – “Anarquizaram a administração pública brasileira, destruíram as finanças públicas e nos levaram para um déficit monumental, histórico, sem precedentes. Isso vai exigir um ajuste fiscal rigoroso. E tem que começar no andar de cima, exatamente eliminando os privilégios das autoridades brasileiras que provocam grande indignação na nossa gente. Auxílio-moradia, verba indenizatória, todos esses penduricalhos. Há que se começar reduzindo o tamanho do Estado, eliminando ministérios, diretorias, coordenadorias, departamentos, paralelismos, superposição de ações. Reduzindo o tamanho do Congresso, diminuindo senadores, deputados. Depois, sim, as reformas necessárias para o país.”

Operação Lava Jato e juiz Sérgio Moro – “O grande desafio é vencer o descrédito. Em relação à corrupção, especialmente. Porque assaltaram o Brasil nos últimos anos. O que nós estamos propondo é a institucionalização da Operação Lava Jato como política de Estado permanente. Uma espécie de tropa de elite de combate à corrupção. E para isso nós vamos convidar o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça.”

Combate à corrupção – “[Vamos convidar] uma seleção de juristas como Miguel Reale Jr., Modesto Carvalhosa e René Dotti para a elaboração da legislação criminal do país, não apenas o aprimoramento da legislação criminal do Brasil, acolhendo as propostas do Ministério Público de combate à corrupção, mas também as alterações constitucionais necessárias para que possamos ter os mecanismos e mudarmos esse sistema político e de governança. Especialmente, esse sistema de governança corrupto e incompetente que é uma fábrica de escândalos de corrupção. Novamente, eu vou repetir, não vou me cansar de repetir: sem a refundação da República, sem a substituição desse sistema, o país não vai gerar emprego, não vai promover desenvolvimento, e nós vamos ver o nosso povo sofrendo.”

Considerações finais – “Vamos acabar, sim, com todos os privilégios das autoridades e, com segurança, o juiz Sérgio Moro estará ao nosso lado apoiando. Tenho certeza que ele apoiará o fim de todos os privilégios das autoridades. Mais importante do que o candidato possa dizer durante a campanha é o que ele foi, o que ele fez, como fez, se tem passado limpo e se tem experiência administrativa. E que experiência administrativa teve. Se falo que vou promover reformas refundando a República, preciso apresentar minhas credenciais. Fui governador e fiz reformas. […] Temos um plano de metas. Paulo Rabello, o economista do ano, e eu temos um plano de metas, mas não se concretizará com este ‘bla bla bla’. Por isso, eu repito e vou repetir sempre: Abra o olho, Brasil. É preciso mudar este sistema corrupto e incompetente para mudar o Brasil. Lembro o Raul Seixas, tenha fé na vida, tenha fé em Deus e tente outra vez.”

  • Cabo Daciolo, filiado ao partido Patriota

Emprego – “Tem que investir em educação, botar trabalho para o povo, mexer em educação, entrar em ciência e tecnologia e institutos federais. Capacitar e preparar a mão de obra e, a partir daí, baixo os juros, retiro impostos e isso vai oxigenar o país. Automaticamente, o mercado vai se abrir e nós vamos empregar esse povo.”

Voto impresso – “Nós somos o único país onde não existe o voto impresso. No mundo! […] Precisamos mergulhar e trabalhar para que possamos ter o voto em cédulas porque existem fraudes em urnas eletrônicas provadas. Provadas! Isto é preocupante, é muito preocupante para o cenário da nossa democracia porque pilares da democracia estão sendo quebrados. Têm que ser contabilizado os votos.”

Feminicídio – “O grande problema que a nação está enfrentando hoje é a falta de amor, a falta de amor ao próximo. Estamos vendo uma sequência de homens violentos, normalmente violentos com as mulheres. E tivemos recentemente a cena de um marido que matou a mulher, jogou a mulher do apartamento, e você vê que a pressão para pegarmos essas pessoas que estão cometendo esses crimes contra as mulheres não vem com medidas enérgicas. Mas é interessante dizer que hoje o problema que nós temos está em cima da segurança e colocarmos a educação para o nosso povo. E isso começa a transformar nossa nação”.

Investimentos públicos – “Esta crise é uma crise mentirosa. Vamos entrar com uma auditoria na dívida pública. Vamos pegar a fundo os sonegadores porque nós temos 400 bilhões de sonegadores (sic). Entre os sonegadores, temos banqueiros, temos emissoras, temos diversos sonegadores. Dinheiro é o que mais tem. Renúncias fiscais que passam de R$ 300 bilhões. Vamos investir em educação, sim. Os profissionais da educação têm piso salarial de R$ 2,5 mil em contrapartida um parlamentar está recebendo R$ 33 mil, existe um equívoco. Quando falamos em baixar tributos, a receita automaticamente vai aumentar. Isso foi adotado nos EUA, nos países com grande potência.”

Preços dos combustíveis “Isso que está acontecendo é que não investimos nas refinarias, mandamos o nosso petróleo bruto para fora e depois trazemos todo o petróleo, o diesel e o gás de cozinha de fora. O gás de cozinha sai da refinaria por R$ 22 e vai para a casa do consumidor por R$ 80. Eu, como presidente da República, isso [greve dos caminhoneiros] não vai acontecer no nosso governo porque eu vou, automaticamente, baixar o combustível em 50%. Nós temos 18 refinarias e vou investir nas refinarias e vamos transformar o petróleo bruto em diesel, gasolina, em gás e vamos oxigenar o país e empregar.”

Segurança pública – “Uma das principais pautas da segurança pública chama-se PEC 446, conhecida como PEC 300. Você tem um piso da saúde, você tem piso da educação, baixo, muito baixo, mas não temos o piso da segurança pública. É necessário que haja o piso da segurança pública. Da violência à população, nós temos os militares, que não são tratados com dignidade. Militar também é cidadão e só está pedindo para ser tratado com dignidade. Só isso.”

Considerações finais – “Glória a Deus. Eu agradeço a Deus por essa oportunidade. Eu agradeço à Band, Boechat. Eu sou Cabo Daciolo, servo de Deus vivo, hoje candidato à Presidência da República e tenho como vice uma profissional da educação. A mudança do nosso país começa em valorizarmos os nossos profissionais da educação e darmos a educação aos nossos jovens. Eu quero deixar uma mensagem para os ateus, para os cristãos de forma geral, o espírita, o católico, a Umbanda, o evangélico, que vamos levar a nação a clamar o Senhor. Que o amor transforma e que nós precisamos tratar o próximo da maneira que nós gostaríamos de ser tratados. E a mensagem que eu deixo aqui para concluir está no Livro de Jeremias, capítulo de número 29 do verso 11 que diz: ‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, nação brasileira, ‘diz o Senhor. Plano de fazê-los prosperar e não de os causar dano. Plano de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim e Eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. E eu me deixarei ser encontrado por vocês’. Nação brasileira, assim diz o Senhor. Glória a Deus. Um recado e uma deixa aqui. Doutor Enéas [Carneiro], doutor Enéas, o que ele falava era verdade. E não levaram ele a sério. Servimos um Deus vivo e vamos transformar a colônia brasileira em nação brasileira. Glória a Deus.”

  • Geraldo Alckmin, filiado ao partido PSDB

Emprego – “Essa é a questão central. O Brasil voltar a gerar emprego e renda. O Brasil precisa crescer, e para poder crescer precisa ter investimentos. E investimento é confiança. As primeiras medidas nossas serão pelo lado fiscal, sem aumentar impostos, reduzir despesa para zerar o déficit em menos de dois anos. Segunda medida, simplificação tributária. Simplificar, desburocratizar, destravar a economia. A terceira, abertura econômica. Os países que passaram de renda média para renda mais alta todos eles tiveram na abertura da economia um papel fundamental. Fazer acordos comerciais, entrar no TPP, na Aliança do Pacifico junto com o Japão e os países asiáticos. Reduzir o custo Brasil. O Brasil ficou caro, e por isso perdeu competitividade. O Brasil da década de 30 até a década de 90 foi o país que mais cresceu no mundo. Ele precisa voltar a crescer, crescer forte, melhorar o poder de compra, o salário, salário mínimo, a renda da nossa população. Essa é nossa prioridade. Educação básica, começando lá na infância, do ensino infantil até a pesquisa e a inovação.”

Reforma trabalhista – “Sou favorável à reforma trabalhista. A reforma trabalhista foi um avanço. Um grande desafio não só do Brasil, mas do mundo inteiro é o emprego e renda. É evidente que a tecnologia permite produzir mais com menos gente. Nós tínhamos uma legislação do século passado, autárquica, de cima para baixo. Passamos a ter uma relação moderna. O que nós tínhamos era um grande cartório. Dezessete mil sindicatos no Brasil. Aliás, o mais estranho é que são 12,5 mil de trabalhadores com mais de 5 mil sindicatos patronais. É um verdadeiro cartório, mantido com o imposto sindical. A maioria não fez nem convenção coletiva. Nós vamos, sim, prestigiar aqueles sindicatos que representam os trabalhadores. Defender os direitos do trabalhador. O caso das mulheres grávidas, por exemplo, merece uma correção, mas a mudança da reforma trabalhista é necessária.”

Segurança pública – “Vamos enfrentar duramente o crime organizado – especialmente nas fronteiras –, tráfico de drogas e armas. Integração das Forças Armadas, Polícia Federal, dos estados, criar a Guarda Nacional para proteger também a área rural, onde estão aqueles que moram de maneira mais distante. Apoiar estados. Vamos ser parceiros dos estados, dos governadores, dos prefeitos. Trabalhar juntos neste que é o grande desafio latino-americano e do Brasil.”

Combate à corrupção – “Eu entendo que a Lava Jato, senador Alvaro Dias, ela é uma conquista da sociedade. Não há nenhuma hipótese de mudá-la. O que nós precisamos é aprofundá-la, é acabar com a impunidade, com o chamado crime do colarinho branco. Quem deve, cadeia. É isso que se deseja e é isso que deve ser feito. E entendo que nós devemos reformar as instituições, começando pela reforma política. Não é possível continuar com 35 partidos. E, de outro lado ainda, termos voto proporcional. Eu defendo voto distrital misto, modelo alemão, onde o vizinho fiscaliza, vizinho fiscaliza, cria uma proximidade maior. Nos Estados Unidos, o mandato do deputado é de dois anos. Ninguém reclama. Nem o representante nem o representado. E aprimorar os nossos sistemas de controle: Controladoria-Geral da União, todo apoio aos sistemas de investigação, Ministério Público. Os poderes são independentes, e esse é o bom caminho, é o que nós acreditamos. E exemplo. Aliás, quero aqui reiterar, eu também fui deputado estadual, federal, governador. Não tenho nenhuma aposentadoria, abri mão de tudo. Tenho o INSS, R$ 5 mil, aos 63 anos de idade.”

Bolsa Família – “Primeiro: o Bolsa Família é um ótimo programa e nós pretendemos até ampliá-lo. O BNDES tem lá duzentos e tantos bilhões de reais que são do governo. Nós vamos trazer de volta, gradualmente, parte desses recursos. E esses recursos nós vamos investir em, prioritariamente, na área social. Especialmente, no Nordeste brasileiro. Água no semiárido. Ajudei na questão da transposição do Rio São Francisco. E emprego, emprego e emprego. É isso que vai ser o caminho. Aqui em São Paulo nós temos os programas sociais muito bem avaliados. Um programa nosso, o restaurante Bom Prato, há 18 anos a R$ 1. O nosso Renda Cidadã, nós substituímos pelo Renda Família, nós abrigamos toda a família. Moradia para quem precisa. Temos o maior programa habitacional e habitação de interesse social. Quem ganha um salário mínimo tem acesso à casa própria através do nosso programa da CDHU. E inovamos fazendo a PPP da habitação aqui no centro de São Paulo, trazendo quem mora na periferia para poder morar mais perto do centro, mais perto do seu trabalho. Saneamento básico e promoção de emprego e renda, agricultura, turismo, serviços, comércio.”

Indicações políticas para a composição do governo – “Nós vamos escolher nos partidos os melhores quadros. Dei o exemplo da minha candidata a vice, a senadora Ana Amélia, um dos melhores quadros do parlamento, além de representar as mulheres. Segundo critério: os melhores quadros da sociedade. A maioria dos meus secretários estaduais não tinha filiação partidária e foram ótimos secretários. Terceiro critério: o critério da competência. É claro que o governo, quem perde deve fiscalizar, exercer oposição, e quem ganha governe e governe bem para resolver os problemas do povo, para o Brasil andar e criar emprego e renda. Agências reguladoras? A mil quilômetros de partidos políticos, totalmente profissionalizadas. Diminuir o tamanho do Estado, reduzir ministérios. Nós vamos fazer um ajuste pelo lado da despesa, poupando dinheiro da população. Privatização. O Estado não ficar mais fraco, vai ficar mais forte, tendo boas agências fiscalizadoras e discutindo marcos regulatórios.”

Considerações finais – “Agradecer a você, Boechat, à toda equipe da Band, aos candidatos aqui presentes e, principalmente, agradecer a vocês que até essa hora da madrugada, estão acompanhando esse debate. É a sociedade, é a população, que vai fazer a diferença, nós vamos é organizar esse grande trabalho. Começando por uma grande equipe que está nos ajudando no programa de governo para apresentarmos as melhores propostas para o país. Depois, governabilidade. Uma coisa é falar, outra coisa é fazer. Nós precisamos é tirar as coisas do papel. Eu fiz. São Paulo, mesmo na crise, cresceu. Fez R$ 5,3 bilhões em superávit primário. Reduzimos impostos. Não para empresário, mas para o contribuinte. O etanol é 12% na bomba enquanto que no Brasil inteiro é quase 25%. Reduzir gastos públicos. Vamos fazer o ajuste fiscal pelo lado da despesa. Indo no detalhe. Ministérios, aviões, senadores, deputados, estrutura do estado. E o Brasil voltar a crescer, vir ao encontro do seu grande destino, de uma grande nação. Com muita fé em Deus e determinação, vamos mudar o Brasil. Emprego e renda.”

  • Marina Silva, filiada ao partido Rede

Emprego – “Nosso país tem problemas muito grandes a ser enfrentados. Um deles, sem dúvida, é o problema do desemprego. Há 4 anos, estávamos aqui e foi anunciado que a questão da criminalidade estava, em mortes violentas, em torno de 59 mil pessoas por ano. E nós chegamos ao dia de hoje e temos 63 mil pessoas assassinadas por ano, com 13 milhões de desempregados. Para ter emprego é preciso ter investimentos e, para ter investimento, é preciso recuperar a credibilidade. Para ter credibilidade é preciso ter uma mudança profunda neste país porque aqueles que criaram o problema não vão resolver o problema. Eu sei o que é não ter emprego porque tive que passar pela fresta do desemprego como mulher, jovem, como alguém que viu diante de si a dificuldade para alimentar a família. Tenho o compromisso em fazer o país voltar a crescer para que possa voltar a gerar emprego, renda e vida digna.”

SUS – “Primeiro, de fato, nós temos um Sistema Único de Saúde que é muito importante, uma grande contribuição da Constituição de 88. Mas hoje ele está completamente sucateado, porque não foi adequadamente implementado. E é um preço muito alto que a população brasileira paga em função de não ter atendimento básico, de não ter funcionamento de postos de saúde, falta de remédio, e, sobretudo, em função de que a população mais pobre, sobretudo as mulheres, é as que ficam mais prejudicada pela falta do atendimento digno de saúde. O que nós vamos fazer é implementar adequadamente o SUS, fazendo com que o SUS possa fazer os atendimentos nas instâncias e nas modalidades a que ele foi concebido. O atendimento básico, com postos de saúde, os médicos da família, o atendimento de média complexidade que, infelizmente, não funciona adequadamente. E o atendimento de alta complexidade. Fazendo com que a saúde privada, que é a saúde complementar, também possa ser reestruturada, mas, sobretudo, com foco na implementação do sistema como ele deve ser com mais recursos, melhor gerenciado, e, sobretudo, valorizando a saúde da família que é onde a gente evita a maioria das doenças.”

Déficit público – “A nossa proposta é de que o país volte a crescer, que a gente enfrente situações que são estruturantes, como o problema da Previdência. [Enfrentar] não com as propostas draconianas que foram feitas em prejuízo de alguns, mas é necessário, sim, reforma da Previdência. E que a gente recupere, sobretudo, credibilidade, para o país voltar a crescer, para que a gente possa ter investimentos e com isso nós enfrentarmos, claro, o problema do déficit público, o problema do desemprego e o problema da penúria que o povo brasileiro está vivendo no atual governo.”

Educação – De fato, a educação faz a diferença na vida de uma pessoa. E eu sou um milagre da educação. Eu fui analfabeta até os 16 anos, fiz Mobral, supletivo de primeiro e segundo grau. Sou, com muito orgulho, professora de história pela Universidade Federal do Acre, eu sei o que a educação pode fazer na vida das pessoas. E é por isso que o meu compromisso com a educação é um compromisso inarredável. Educação de qualidade. É por isso que também estamos dialogando com o Todos pela Educação, que está oferecendo a todos os candidatos uma proposta que, se for implementada, nós poderemos iniciar um ciclo de prosperidade na educação. A gente já tem quantidade, mas nós vamos trabalhar a qualidade. Hoje nós ainda temos mais de 500 mil crianças que estão fora da escola, nós temos jovens que terminam o segundo grau e não sabem ler e interpretar um texto, 14% não sabem fazer uma operação simples de matemática. Nosso compromisso é que toda criança até os sete anos esteja alfabetizada, que todo jovem saia do segundo grau com o aprendizado adequado à sua escolaridade e que tenhamos recursos que sejam mais gerenciados. E que os professores sejam bem remunerados, valorizados econômica e simbolicamente. A educação às vezes vira um discurso oco, entra governo e sai governo e é prioridade. Mas nós queremos fazer da educação uma prioridade para que ninguém tenha que entrar por uma fresta como eu tive que entrar.”

Competitividade do Brasil – “De fato, nós temos um grave problema na infraestrutura brasileira. E é claro que com essa dificuldade os custos acabam sendo repassados para a nossa produção e isso diminui sim a nossa competitividade. Hoje o Brasil perde em torno de 30% da sua produção agrícola por falta de armazenamento, por falta de estradas, hidrovias e ferrovias.”

Produtividade – “No meu governo, nós vamos investir sim para que a gente tenha os custos de produção reduzidos. Nós vamos trabalhar para que se aumente produção por ganho de produtividade e aí é fundamental investir em ciência, tecnologia e inovação para que o Brasil se torne um país cada vez mais competitivo, um país que tenha segurança jurídica mas sem perder a qualidade do licenciamento ambiental, sem perder o cuidado com a saúde pública, agrotóxico não é remédio. E nós temos que melhorar a qualidade da nossa produção para podermos ser cada vez mais competitivos e integrados às cadeias produtivas globais, fazendo o dever de casa, criando um novo ciclo de prosperidade, sobretudo nas energias renováveis. É possível ter energia limpa, renovável e segura, com geração distribuída aproveitando o vento, sol, a biomassa, e não combustível fóssil como temos hoje.”

Considerações finais – “Quero cumprimentar a Band pela iniciativa do debate, cumprimentar a você, Boechat. Para quem terá pouquíssimos segundos, foi uma oportunidade de dialogar com os brasileiros e eu não poderia deixar de dizer que eu sou candidata à Presidência da República para que este país não fique apenas admirando as exceções que tem. Nós somos um país que admira as exceções que tem. Nós admiramos uma pessoa que, embora esteja no 11º mandato, como é o caso do deputado Miro Teixeira, que está ali na plateia e que não tem está envolvido em nenhum caso de corrupção. É uma exceção que admiramos. Nós admiramos pessoas que conseguem passar num concurso público apesar do péssimo ensino que tiveram no segundo grau. Eu mesma fui uma exceção. Passei por uma pequena fresta, como muitas mulheres corajosas, trabalhadoras, que vivem cuidando das suas famílias sem apoio, sem creche, sem um transporte justo e uma moradia digna. Nós temos que ser um país que passa a admirar as suas regras. A regra onde o serviço público é de qualidade, aonde o dinheiro público não é roubado, aonde não se substitui a população pelo centrão. A regra onde a democracia é usada para mudar o Brasil e que a gente possa ter de fato uma República de verdade.”

  • Henrique Meirelles, filiado ao partido MDB

Emprego – “Assumi o Banco Central e nesse período fizemos aquilo que está no interesse. Criamos emprego, criamos estabilidade na economia, os investimentos aumentaram e o Brasil criou em oito anos cerca de 10 milhões de empregos. Voltei ao governo, na Fazenda, e tiramos o Brasil da maior recessão da história, que estava destruindo o emprego sistematicamente. Voltamos a criar e o Brasil criou 2 milhões de empregos. Portanto, qual é a solução para a sua pergunta? Muito simples. Ao contrário do que muitos aqui pensam, não se cria emprego no grito. Se cria emprego com a política econômica correta. No momento em que assumimos a presidência, a confiança aumentou como já aconteceu e o Brasil vai ter investimento, vai crescer e gerar emprego.”

Questão da Venezuela – “A situação da Venezuela é dramática, não há dúvida. E a situação dos venezuelanos, pior ainda. O nosso problema é conseguir resolver a situação do povo. E não permitir que você chegue na mesma situação que está o povo da Venezuela. Para isso nós temos que ter uma política no Brasil que assegure crescimento, assegure emprego e assegure renda. Na Venezuela, o problema é que o povo não tem emprego. Mas, pior do que isso, começa a faltar dinheiro, inclusive, para comer. O governo está em colapso. E isso gera uma situação, uma crise humanitária de proporções absolutamente inaceitáveis. E os venezuelanos estão fugindo do país, o Brasil já recebeu um número grande de venezuelanos, um pouco menos de 100 mil, mas a Colômbia já recebeu 700 mil. O que nós temos que agir é para que a situação na Venezuela mude, que mude esse regime e que a situação dos venezuelanos mude, e que eles devam querer voltar para a Venezuela.”

Estado de Roraima e entrada de venezuelanos  no Brasil– “O Brasil tem que atender a sua postura humanitária e de abrir [suas fronteiras], o que sempre teve historicamente. Isso é fundamental. E sim, temos que providenciar recursos para o estado de Roraima para acomodar aquela população. Mas vamos resolver o problema na causa, trabalhando juntos para ajudar a mudar a situação na Venezuela.”

Juros – “Sou o candidato do emprego, da renda e do crescimento econômico. No momento em que fui convidado a assumir o Banco Central, pelo Lula, o Brasil enfrentava uma crise enorme, com os juros na estratosfera. Durante meu período no Banco Central, os juros caíram sistematicamente. Caíram mais agora. Os juros dos bancos são muitos altos. Apresentei ao Congresso propostas visando diminuir o spread bancário e os juros do Banco Central, os mais baixos da história. Não trabalhei apenas para o governo cujo presidente é o presidente Michel Temer ou o governo cujo presidente era o Lula. Trabalhei pelo Brasil porque fui eleito fazendo campanha contra o Lula e ele me convidou a assumir o Banco Central porque eu tinha condições de fazer o Brasil crescer. Comigo como presidente da República vocês vão ter alguém que conhece a estrutura, a economia, tem competência, trabalhou e conhece o sistema para baixar os juros e fazer o Brasil crescer”.

Desburocratização – “O maior problema que nós temos hoje para o funcionamento do serviço no Brasil é exatamente a burocracia. Existem vários exemplos que já foram mencionados, mas o importante é que vai muito além disso. Por exemplo, a complexidade até para conseguir pagar imposto no Brasil é inaceitável, a complexidade para fazer consulta médica é inaceitável. O que nós vamos fazer é algo que já propus como ministro da Fazenda: 15 medidas desburocratizantes. Não só no governo, mas cartórios e serviços diversos que complicam a vida das pessoas e complicam a atividade econômica. Por isso, vamos, sim, continuar fazendo um vasto trabalho de desburocratização e também de digitalização que pode resolver parte dos problemas com um sistema digital, transparente, rápido e que pode ser, em última análise, usando pelo cidadão.”

Preços dos combustíveis – “O Brasil não pode ficar prisioneiro de determinadas corporações, ou determinados segmentos da sociedade, que tenham o poder naquele momento aparente de bloquear estradas, por exemplo, ou paralisar a segurança em cidades, ou paralisar o serviço público. Isso não pode acontecer. Para isso, tem que se colocar a lei. Em relação à questão do preço da gasolina, do óleo diesel, é uma questão fundamental, mas tem solução. Eu já apresentei um projeto, onde o preço será estável na bomba, com um fundo de estabilização do preço de combustíveis. Soluções existem para os problemas, não pode é ficar prisioneiro, a população não conseguindo se alimentar por conta de uma determinada corporação que bloqueia estradas ou outros setores da sociedade.”

Considerações finais – “Este é um momento importante, quando iniciamos os debates. Quero te cumprimentar porque destas eleições vai sair um presidente que vai governar o Brasil pelos quatro anos seguintes e que é muito importante para a vida de todos. Muitos aqui ainda vão falar, outros já falaram suas próprias qualificações, planos e projetos. Pretendo ser presidente da República com o seu apoio e seu voto, mas baseado em história. Quando assumi o cargo de presidente do Banco Central, escolhido por um presidente contra o qual tinha feito campanha, no entanto, ele reconheceu minha qualificação para assumir o cargo e assumi o cargo para desempenhá-lo com vigor pensando em você, pensando no seu emprego e na sua renda. Voltei ao governo com a mesma visão: o importante é o resultado. Você tem que olhar o que cada um já fez que alterou sua vida e vai ter condições de fazer o mesmo à frente na economia, no emprego, na renda, na educação, na saúde, na educação e na segurança. Juntos, vamos construir o Brasil dos nossos sonhos”.

  • Ciro Gomes, filiado ao PDT

Emprego  “Tenho uma proposta de gerar, no primeiro ano de governo, enquanto a gente cuida das reformas estruturais, 2 milhões de empregos. O caminho, basicamente, é consertar os motores do desenvolvimento, praticamente todos estrangulados. E eu posso demonstrar. O consumo da família é um dos motores importantes. Hoje, o Brasil tem 63 milhões de pessoas com nome sujo no SPC. Vou ajudar a pagar as dívidas e ajudar a limpar o nome dos brasileiros para que voltem a consumir. O empresariado brasileiro está colapsado, dívida de R$ 2,6 trilhões e caminho de crédito de recuperação duvidosa. Vou descartelizar o sistema financeiro, que no Brasil cinco bancos concentram 85% das operações. Vou consertar as contas públicas com as 7,5 mil obras paradas. […] Isso é o que o emprega rapidamente as pessoas com dificuldade.”

Reforma trabalhista – “Eu vou propor uma nova reforma trabalhista, que corrija as imperfeições da legislação que é antiga, mais, por exemplo, os abusos da Justiça do Trabalho. Mas essa que foi feita aí é uma selvageria que agravou dramaticamente a insegurança e o medo da imensa maioria do povo brasileiro. Vou lembrar: 32 milhões de brasileiros na informalidade, correndo do rapa, vivendo de bico, sem nenhuma proteção, 13 milhões e 700 mil brasileiros desempregados, mais 11 milhões de garotos que ‘nem nem’, nem estudam nem trabalham. E não é introduzindo insegurança jurídica, insegurança econômica. Nenhum lugar do mundo resolveu seu problema assim. Eu lembro de novo: a China já paga salário-hora maior do que o Brasil. A Alemanha é o país mais competitivo do mundo e não foi aviltando o salário. Temos que fazer uma reforma que proteja o trabalhador, que proteja, na luta do mais fraco contra o mais forte, aquele lado mais fraco.”

Reforma da Previdência – “Esse sistema que está aí é irreformável, porque a nossa população envelheceu. E essa brutal quantidade de pessoas na informalidade, simplesmente, evadiu-se de qualquer financiamento da previdência. Portanto, nós temos que propor um novo modelo de previdência. A reforma que o Temer fez, com toda a selvageria, obrigando o professor a trabalhar 49 anos, e que o PSDB apoiou, essa reforma não resolve nada. Economizaria R$ 360 bilhões em 10 anos. Eu proponho um novo regime de capitalização e vou propor, ao longo da campanha, como se fazer a transição.”

Transposição do Rio São Francisco – “De fato, é preciso que se faça justiça. A Marina, minha estimada amiga, foi uma ministra do Meio Ambiente absolutamente notável. Tive o privilégio de trabalhar com ela, me deu um trabalho infernal, pela boa causa, defendendo os requisitos ambientais. Mas, finalmente, conseguimos licenciar o projeto do São Francisco, que, inacreditavelmente, daquela época para cá ainda não terminou. Falta 3% e é uma das 7.300 obras paradas que eu vou começar imediatamente, tão logo desvencilhe algumas coisas de burocracia. E há um compromisso solene, que é de fazer a revitalização do Rio São Francisco. Eu comecei, por exemplo, o município de Pirapora não tinha nem sequer projeto de saneamento básico. O Rio das Velhas era o maior poluidor do Rio São Francisco e nós trabalhamos em toda essa agenda. Interativamente, com o Ministério do Meio Ambiente, interativamente com as autoridades dos municípios. E assim será o meu governo, nós vamos lançar infraestrutura no país, mas sempre tendo atenção clara como foi possível, trabalhamos juntos, com seriedade, que não é possível fazer as coisas acontecerem sem o cuidado com o futuro. BR 163, BR 319, as ferrovias transnordestina. Tudo isso eu vou terminar, mas vai ser dentro do padrão que nós fizemos no São Francisco.”

Reajuste de salários no Poder Judiciário – “Essa iniciativa dos eminentes ministros, por maioria – é bom que a gente destaque que quatro ficaram contra –, de pedir um reajuste de salário em uma hora como essa me parece, para ficar numa palavra respeitosa, das instituições, uma imprudência profundamente acintosa do estado de sofrimento e humilhação por que passam os milhões de desempregados, os 32 milhões e 200 mil brasileiros que estão correndo, volto a repetir, do rapa, pelas ruas e praças das cidades pelo Brasil afora, tentando ainda levar para casa alguma coisa decente para sustentar os seus filhos. Não quero criticar salário de ninguém. A vida é dura. A vida é difícil. Porém, o brasileiro precisa saber, e nós da política precisamos dar exemplo, que não é salário propriamente, com todos os abusos e privilégios, o problema do Brasil. R$ 51,60 de toda a dinheirama que os governos arrecadam no Brasil, no orçamento, estão reservados para despesa financeira. Rolagem de dívida e juro. R$ 51, 60. R$ 29 de cada R$ 100, Previdência Social. Onde estão esses privilégios? 2% levando 25% de tudo. E sobram 20% para educação, saúde, segurança, ciência e tecnologia, as bolsas agora estão ameaçadas, o que é verdadeiramente a grande tarefa da próxima governança brasileira.”

Recuperação do crescimento – “Vou aproveitar para propor três alternativas para retomar o crescimento no Brasil. Aliás, são quatro, mas eu já falei uma, e vou repetir. Ajudarei os brasileiros que estão, 63 milhões deles, que estão endividados no SPC. Vou ajudar a pagar dívida e restaurar o consumo das famílias. Dois: consertarei e apoiarei o esforço de desfazimento do cartel que hoje cobra, de quem trabalha e produz no Brasil, a maior taxa de juros do mundo na ponta. Três: vou consertar as contas públicas pra dizer de onde vem o dinheiro, para a gente transformar o Brasil, se não digo na primeira, na quinta, na sexta economia do mundo, que eu já vivi. E quatro: vou celebrar uma política industrial e de comércio exterior na área de petróleo, gás, bioenergia, complexo industrial da saúde, complexo industrial da defesa e complexo industrial do agronegócio, começando com construção civil.”

Considerações finais – “Eu quero pedir desculpa por uma injustiça involuntária que cometi, quando citei a esposa do juiz Sérgio Moro. Ele recebe o auxílio-moradia, tendo apartamento, e eu mencionei a sua esposa. Na verdade, ela não é juíza. Juíza é a esposa do juiz Bretas. Portanto, mil desculpas, por esse erro, mas continuo afirmando que há a necessidade de nós combatermos os privilégios. E eu não faço nada que não tenha dado, pessoalmente, o exemplo, nunca aceitei receber qualquer aposentadoria ou pensão, não fui morar em palácio, quando governador. Quero agradecer à Bandeirantes, ao Boechat, a todos os jornalistas, e aos competidores pelo elevado debate que nós vivenciamos hoje. Agradecer, principalmente, a você que ficou acordado até essa hora. Se você acha que o Brasil precisa mudar, estamos juntos nessa batalha. Eu tenho uma ideia, um sonho de servir ao Brasil e vou começar com o compromisso de restaurar a atividade econômica, gerando 2 milhões de empregos já no primeiro ano. Vou fazer você ser apoiado e ajudado, se você estiver com o nome sujo no SPC, vou lhe ajudar a tirar o seu nome sujo e, ao longo da campanha, eu demonstrarei objetivamente, como isso não é tão complicado de fazer. Pretendo inclusive, reforçar a questão da saúde das contas públicas para retomar o desenvolvimento. Claro que, neste momento, estamos apenas começando o primeiro debate. Não se decida agora, dê um tempo, observe os candidatos, veja quem são, de onde vieram, quais são as propostas que têm. E se são coerentes com aquilo que dizem. Que Deus abençoe o Brasil”.