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Paul Manafort, ex-chefe de campanha de Donald Trump, confessa ser culpado em duas acusações de Mueller

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O ex-chefa da campanha do atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Paul Manafort efetuou um acordo judicial e se confessou como sendo culpado no dia de ontem, sexta-feira, dia 14 de setembro, em uma corte federal na cidade de Washington, a capital do país, em decorrência de duas acusações que está enfrentando na investigação do promotor especial Robert Mueller.

Paul Manafort também declarou na Corte que vai auxiliar nas investigações que procuram elucidar eventuais laços entre integrantes da campanha de Donald Trump e russos ligados ao Kremlin que teriam favorecido a eleição do empreendedor nas últimas eleições estadunidenses.

As duas acusações das quais Paul Manafort se declarou como culpado são oriundas do processo de investigação a respeito da ingerência russa, entretanto está relacionada com as suas finanças pessoais e o seu trabalho de consultoria junto a um político ucraniano, não com o suposto conluio com Moscou.

Uma dessas acusações é por conspiração contra os EUA. A outra acusação é por obstrução de justiça, de acordo com os autos registrados no Tribunal Distrital de Columbia.

O acordo judicial efetuado evitaria um outro julgamento, que teria seu início na próxima semana.

Conforme enuncia um site chamado Politico, esse acordo abrange um limite de 10 anos de prisão para Paul Manafort. Segundo informações cedidas por seu advogado,  10 acusações realizadas em uma corte de Virgínia seria então dispensadas.

Três semanas atrás, Paul Manafort tinha sido condenado em 8 das 18 acusações, de fraude fiscal e fraude bancária que enfrentou em outro julgamento em um tribunal no estado da Virgínia. Ele recebeu a condenação por conta de 5 acusações de apresentação de declarações fiscais falsas, uma acusação por não ter declarado contas contas suas existentes no exterior e por fim duas acusações ligadas à fraudes bancárias.

O posicionamento da Casa Branca

Essa decisão de Manafort pode complicar as coisas para o lado de Trump, que havia falado bem de seu assessor, devido ao fato dele até então não ter firmado nenhum acordo com procuradores, diferente do que Michael Cohen, ex-advogado pessoal dele, havia feito.

Sarah Sanders, que é a porta-voz da Casa Branca, falou que o acordo de Manafort “não tem nada a ver” com Donald Trump ou com a sua vitória nas eleições presidenciais de 2016.

No dia 22 de Agosto, Trump havia postado o seguinte tweet: “Ao contrário de Michael Cohen, ele se recusou a “ceder” – inventar histórias para obter um acordo. Quanto respeito por um homem corajoso!”.

Ingerência da Rússia

Desde no ano de 2017, Mueller investiga um suposto conluio entre integrantes da campanha de Trump e russos relacionados ao Kremlin nas últimas eleições para presidente, o que o presidente nega veementemente ter ocorrido.

A inteligência norte-americana chegou à conclusão de que a Rússia tinha se envolvido nas eleições presidenciais de 2016, eleições essas nas quais Trump foi eleito.

Paul Manafort ganhou muitos milhões de dólares trabalhando para políticos da Ucrânia que eram pró-Rússia antes de conseguir um cargo não-remunerado na campanha de Trump. Ele compôs a equipe de campanha ao longo de 5 meses e ficou no comando dela em meados do ano de 2016.

Danieli Mennitti
Possuo graduação e mestrado em História pela UNESP. Faço parte da equipe de redação do portal Resumo. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Interesso-me e escrevo sobre os mais variados assuntos.

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