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Patrícia Campos Mello, responsável pela matéria de denúncia contra Bolsonaro é duramente atacada nas rede sociais

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Reprodução/Twitter

(Por Revista Fórum)

Depois de ter denunciado o esquema ilegal de caixa 2 que tem financiado a divulgação de fake news em favor da campanha do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, tornou-se um alvo de uma série de ataques virtuais de pessoas que apoiam o presidenciável.

Reprodução/Twitter

Na matéria, que foi veiculada ontem, uma quinta-feira, dia 18 de outubro, a jornalista descobriu e mostrou que um grupo de empresários – entre os quais está Luciano Hang, o proprietário da Havan – fez a contratação de algumas empresas com o intuito de disparar fake news em massa contra o PT a fim de favorecer a campanha de Jair Bolsonaro (PSL).

A prática é considerada ilegal, pois ela corresponde a doação de campanha por parte de empresas, prática expressamente proibida pela legislação eleitoral, e também não declarada. Dentro da prestação de contas do candidato Jair Bolsonaro (PSL), só está presente a empresa AM4 Brasil Inteligência Digital, como quem recebeu uma quantia de R$ 115 mil para mídias digitais. De acordo com a reportagem, os contratos atinge a marca de R$ 12 milhões e devem inflamar uma enorme campanha de ódio contra o PT a partir do domingo, dia 21 de outubro, justamente na última semana da campanha antes do 2º turno das eleições.

Poucos momentos depois da publicação da matéria foram inciados os ataques. Diversos deles estão focados no veículo de comunicação em si, a Folha de S. Paulo, com o uso da hashtag #FolhaPutinhaDoPT. Porém há igualmente muitos ataques e xingamentos voltados à própria jornalista.

“Mais uma canalha imunda militante esquerdista, quando Bolsonaro ganhar temos que combater esses canalhas com ferro e fogo se é que me entendem, sem misericórdia contra esses vagabundos”, escreveu uma mulher que apoia o deputado do PSL.

As ofensas continuam intensamente. “Puta vagabunda!”, disparou um outro usuário.

Há alguns relatos presentes nas redes sociais de que a jornalista já se encontraria sob a proteção policial em razão das inúmeras ameaças.

Um contingente de colegas de profissão prestaram sua solidariedade a Patrícia Campos nas redes sociais. Um deles foi Guga Chacra, pertencente à GloboNews. “A Patrícia é uma das grandes repórteres desta geração. Já fez reportagens em zonas de guerra no Afeganistão, Síria, Iraque e Gaza. Cobriu a epidemia do ebola in loco em Serra Leoa. Foi correspondente em Washington. E faz uma ótima cobertura da eleição brasileira na Folha”, apontou Guga.

Veja adiante uma parcela da repercussão da matéria nas redes sociais:

Com informações da Revista Fórum.

Danieli Mennitti
Possuo graduação e mestrado em História pela UNESP. Faço parte da equipe de redação do portal Resumo. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Interesso-me e escrevo sobre os mais variados assuntos.

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