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Grande júri dos EUA indiciam 13 espiões russos por interferências nas eleições de 2016

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Robert Mueller - Crédito da imagem: Reuters/Reprodução

Um enorme júri federal dos EUA indiciou hoje, sexta-feira, dia 13 de julho, 13 agentes russos que fazem parte do serviço de inteligência militar e três empresas russas, sob a acusação de interferir nas eleições estadunidenses e no processo eleitoral como um todo. A informação foi divulgada pelo gabinete de Robert Mueller, o procurador especial que está responsável pela investigação do caso.

Robert Mueller – Crédito da imagem: Reuters/Reprodução

Esse indiciamento é fruto de uma investigação que ainda está em curso, realizada pelo procurador Mueller, a respeito, conforme já foi dito, do envolvimento russo nas eleições de 2016, vencidas por Donald Trump. Esse indiciamento foi emitido três dias antes de Trump se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para uma cúpula que acontecerá em Helsinque, na Finlândia. Atualmente Trump está visitando o Reino Unido.

Através de um documento do tribunal, Robert Mueller evidenciou  que entidades russas passaram a intervir nos processos políticos dos Estados Unidos, incluindo nesse caso as eleições presidenciais de 2016, ainda no ano de 2014.

Conforme consta no documento, uma parte dos 13 acusados fingiu, de forma fraudulenta, serem cidadãos americanos, ou seja, elaboraram identidades virtuais falsas e, sob esse “disfarce”, objetivaram difundir mensagens polarizadoras, além de coletar inteligência, efetuarem comícios políticos, se fazendo passar por estadunidenses e estabeleceram comunicação com pessoas ligadas à campanha de Donald Trump.

Um boletim de notícias do Departamento de Justiça disse que membros da agência de inteligência militar russa, a famosa GRU, “no exercício de seus cargos se dedicaram a um esforço contínuo para invadir as redes de computadores do Comitê Congressional de Campanha Democrata, do Comitê Nacional Democrata e da campanha presidencial de Hillary Clinton e liberaram essa informação na internet com os nomes DCLeaks e Gufficer 2.0″, de acordo com informações divulgadas pela Reuters.

Os suspeitos do crime em questão procuraram manchar a imagem de Hillary Clinton, com o fim claro de “semear a discórdia no sistema político dos Estados Unidos”.

Essa foi a acusação mais minuciosa já efetuada pelos Estados Unidos de que a Rússia interferiu na eleição com o intuito de empreender uma tentativa de impulsionar a campanha eleitoral de Donald Trump, que integra o Partido Republicano.

Contudo, o gabinete do procurador especial afirmou de que não existe nenhuma alegação de que haja algum tipo de envolvimento de cidadãos estadunidenses, nem mesmo os respectivo membros da campanha do candidato republicano, nos supostos crimes constantes no indiciamento e nem também há indícios de que alguém sabia de alguma coisa.

Robert Mueller, que havia sido indicado pelo Departamento de Justiça em maio de 2017 para assumir um inquérito anteriormente a cargo do FBI, está promovendo uma investigação para saber se a campanha de Donald Trump se aliou a Rússia e se o presidente buscou obstruir essa investigação de maneira ilegal.

O procurador especial encaminhou indiciamentos contra diversos ex-funcionários da campanha de Trump, entre os quais o gerente de campanha, Paul Manafort e também o ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Michael Flynn.

Agências de inteligência dos Estados Unidos chegaram a conclusão de que a Rússia utilizou invasões cibernéticas e propaganda para poder interferir na votação, buscando desse modo prejudicar Hillary e, posteriormente, auxiliar Trump.

 

 

 

Danieli Mennitti
Possuo graduação e mestrado em História pela UNESP. Faço parte da equipe de redação do portal Resumo. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Interesso-me e escrevo sobre os mais variados assuntos.

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