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Cúpula entre Rússia, Irã e Turquia encerra sem acordo de cessar-fogo na Síria

(Por Folhapress)

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, do Irã, Hassan Rowhani e da Turquia,Recep Tayyip Erdogan anuíram em negociar uma solução política para a guerra que está ocorrendo na Síria, porém não foram capazes de estabelecer um cessar-fogo na província de Idlib, que é o último reduto rebelde que ainda resiste no país.

A situação na região foi o assunto principal da reunião entre os referidos chefes de Estado, realizada nesta sexta-feira, dia 7 de Agosto, em Teerã.

Damasco ameaça efetuar um ataque de grandes proporções contra Idlib e caças sírios e russos realizaram um diminuto ataque contra a área nesta sexta-feira.

Há um receio, entretanto, que a ofensiva culmine em uma catástrofe humanitária, preocupação essa que o presidente turco expressou a Putin e Rowhani durante a cúpula.

“Não queremos de forma  alguma que Idlib se torne um banho de sangue”, falou Erdogan durante o encontro. Por essa razão, ele se mostrou favorável a um cessar-fogo na região para que pudesse ser negociada uma solução pacífica com os rebeldes.

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“Idlib não é importante apenas para o futuro da Síria, é importante para nossa segurança nacional e para o futuro da região”, disse o presidente turco. “Qualquer ataque ao Idlib resultaria em uma catástrofe. Qualquer luta contra terroristas requer métodos baseados em tempo e paciência”.

A Turquia fornece apoio a alguns grupos que batalham contra as tropas do ditador sírio Bashar al-Assad e receia que um ataque no local resulte em uma fuga de refugiados para seu território.

A proposição turca, entretanto, não teve aceitação da Rússia —que, do mesmo modo que o Irã, está do lado de Assad—​ e Putin declarou que não teria sentido um cessar-fogo pelo fato dos grupos rebeldes não estarem participando da mesa de debates.

“De modo geral, acho que o presidente turco está certo, seria bom [um cessar-fogo]. Todavia não posso falar por eles [a oposição] e, principalmente, não posso falar pelos terroristas da Frente al-Nusra e do Estado Islâmico se eles vão deixar de atirar e de usar drones com bombas”, enunciou o presidente russo.

“Nossa prioridade comum e incondicional é liquidar definitivamente o terrorismo na Síria”, emendou Putin. “Nosso objetivo principal na etapa atual é caçar os combatentes da província de Idlib, porque sua presença constitui uma ameaça direta à segurança dos cidadãos sírios e habitantes de toda região”.

O Irã concordou com o posicionamento russo, mas solicitou que houvesse cuidados para que não acontecesse um massacre naquela área.

“Combater o terrorismo em Idlib é uma parte inevitável da missão, que consiste em levar paz e estabilidade à Síria, mas esse combate não deve fazer os civis sofrerem, ou levar a uma política de terra arrasada”, falou Rawhani.

No comunicado final da cúpula, as três lideranças chegaram a um acordo quanto a necessidade de acabar com o Estado Islâmico, a Frente al-Nusra e outros grupos classificados como terroristas, entretanto abriram brecha para que outros grupos rebeldes pudessem participar de futuras negociações de paz.

“Discutimos medidas concretas para uma estabilização gradual na zona de Idlib, que prevê, particularmente, a possibilidade de passar para um acordo para os que estiverem dispostos ao diálogo”, falou Putin no final da cúpula em Teerã.