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“Bolsonaro é uma ameaça para Brasil e América latina”, de acordo com a revista britânica “The Economist”

A renomada revista britânica “The Economist” exibe na capa da edição desta semana o deputado federal e candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, o PSL. Segundo fala a revista, ele representa uma verdadeira ameaça, não somente para o país, mas também para toda a região da América Latina.

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Em uma reportagem publicada nesta quinta-feira, dia 20 de setembro, com o título “Jair Bolsonaro, a última ameaça da América Latina”,  revista efetua uma análise apurada do presente momento vivido pelo Brasil e declara que “a economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre”.

A publicação do The Economist tece uma comparação entre o presidenciável e o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e diz que “se a vitória for para Bolsonaro, um populista de direita, o Brasil corre o risco de tornar tudo pior”.

Nem a campanha do referido candidato e nem mesmo o próprio Bolsonaro, que ainda se encontra internado depois de ter recebido uma facada no dia 6 deste mesmo mês, ainda não fizeram nenhum pronunciamento a respeito da publicação.

“Bolsonaro, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação; na verdade, ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina”, de acordo com um trecho da reportagem do The Economist.

A crise econômica que o Brasil enfrenta é uma das razões apontadas pela revista para explicar o crescimento de Bolsonaro nas pesquisas.

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Conforme enuncia a revista: “Os populistas recorrem a queixas parecidas. Economia fracassada é uma delas – e no Brasil o erro foi catastrófico. Na pior recessão de sua história, o PIB se encolheu 10% entre 2014 e 2016 e ainda não se recuperou. A taxa de desemprego é de 12%”.

Bolsonaro está liderando as pesquisas atualmente, sendo chamado pelo The Economist de “xerife sem noção”. A capa da revista apresenta uma imagem de Bolsonaro, com os dizeres embaixo: “Bolsonaro presidente”, em português mesmo.

O editorial da revista cita ainda o futuro responsável pela economia da cúpula de Bolsonaro,Paulo Guedes e recorda que o mesmo estudou nos Estados Unidos. “Ele defende a privatização de todas as empresas estatais brasileiras e a simplificação brutal dos impostos”, de acordo com a publicação.

“Ele pode não ser capaz de converter seu populismo em ditadura ao estilo de Pinochet, mesmo que quisesse. Mas a democracia do Brasil ainda é jovem. Até mesmo um flerte com autoritarismo é preocupante”, fala.

O editorial do The Economist ainda diz: “Eles não devem se enganar. Além de suas visões sociais não liberais, Bolsonaro tem uma admiração preocupante pela ditadura. Ele dedicou seu voto para a destituição de Dilma Rousseff ao comandante de uma unidade responsável por 500 casos de tortura e 40 assassinatos sob o regime militar, que governou o Brasil de 1964 a 1985. O companheiro de chapa de Bolsonaro é Hamilton Mourão, um general aposentado. No ano passado, enquanto estava de uniforme, pensou que o exército poderia intervir para resolver os problemas do Brasil. A resposta do Sr. Bolsonaro ao crime é, na verdade, matar mais criminosos – embora, em 2016, a polícia tenha matado mais de 4.000 pessoas”.

A revista ainda pontua que, como se sabe, os presidentes necessitam fazer coalizões e ter uma base de apoio no congresso para ter uma boa governabilidade. Entretanto, Bolsonaro não é bem quisto no Congresso e tem muito poucos aliados. Muitas reformas são necessárias e Bolsonaro não é capaz de efetuá-las, de acordo com a revista.