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Assange do WikiLeaks diz que o Equador quer acabar com o seu asilo

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Reprodução/ REUTERS/Neil Hall

(Por Reuters)

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse na segunda-feira que o Equador está tentando acabar com seu asilo em sua embaixada em Londres e entregá-lo aos Estados Unidos, citando novas regras para sua residência na missão diplomática do país andino.

Reprodução/ REUTERS/Neil Hall

Assange falou da embaixada por teleconferência na primeira audiência em Quito de seu processo desafiando o governo equatoriano a exigir que ele pagasse contas médicas, telefonemas e limpasse o seu gato de estimação.

Ele se refugiou na embaixada há seis anos para evitar a extradição para a Suécia em um caso de agressão sexual que foi posteriormente abandonado. Ele permanece lá para evitar ser preso pela Grã-Bretanha por violar os termos de sua fiança, o que ele disse que resultaria em sua entrega a Washington.

Durante a audiência, Assange disse que as novas regras eram um sinal de que o Equador tentava expulsá-lo, e disse que o presidente equatoriano, Lênin Moreno, já havia decidido pelo seu asilo, mas ainda não havia dado oficialmente a ordem.

O principal procurador do país sul-americano, Iñigo Salvador, não respondeu diretamente às alegações de Assange. Na semana passada, Salvador disse aos jornalistas que Assange era bem-vindo para ficar na embaixada com as novas regras. Ele também disse que o Reino Unido assegurou em agosto que Assange não seria extraditado se ele deixasse a embaixada.

No passado, autoridades equatorianas disseram que ele é bem-vindo, desde que siga as regras da embaixada.

A equipe reclamou de Assange andando de skate nos corredores da embaixada, de jogar futebol no local e de se comportar agressivamente com o pessoal de segurança.

O governo do Equador também se opôs a que ele fizesse comentários on-line sobre questões políticas delicadas em outros países, incluindo a publicação de opiniões sobre o movimento separatista da Catalunha na Espanha.

O novo conjunto de regras tinha como objetivo abordar essas preocupações, disse Salvador.

O ministro das Relações Exteriores do Equador, José Valencia, disse à Reuters na semana passada que o governo estava “frustrado” com a ação e que não iria mais intervir com as autoridades britânicas em nome de Assange.

Os procuradores federais dos EUA em Alexandria, Virgínia, mantiveram uma longa investigação do WikiLeaks, que de acordo com uma fonte inclui uma investigação sobre vazamentos de documentos da Agência Central de Inteligência para o site.

Danieli Mennitti
Possuo graduação e mestrado em História pela UNESP. Faço parte da equipe de redação do portal Resumo. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Interesso-me e escrevo sobre os mais variados assuntos.

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