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Traficantes proíbem bailes em respeito ao lockdown no Rio de Janeiro

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Moradores de algumas comunidades do Rio de Janeiro receberam um reforço no combate a pandemia da covid-19, mas um reforço “extraoficial”. Traficantes do Comando Vermelho, facção que controla o tráfico de drogas na área, determinaram a suspensão dos bailes.

A decisão foi tomada para acompanhar o decreto do governo estadual, que determinou uma série de restrições, para a redução do número de contágio e, assim, desafogar os leitos de internação, que já entraram em colapso.

A notificação de que os bailes estariam suspensos por 10 dias acabaram repercutindo e viralizando nas redes sociais. A decisão não foi tomada apenas dentro da cidade do Rio de Janeiro, mas também por outros comandos na região metropolitana.

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“Não haverá nenhum tipo de evento na nossa comunidade para evitar a disseminação do vírus e proteger a todos”, dizia o comunicado da Tropa do Pivete, responsável pelo Baile da China, em São Gonçalo.

Em São Gonçalo, os bairros do Salgueiro, Jardim Catarina, Coruja, Chumbada, Menino de Deus e Martins, também estão com os bailes suspensos por 10 dias. As áreas são controladas pelo Comando Vermelho, com a liderança dos traficantes Pixote e Rabicó, de acordo com os setores de inteligência da Polícia Civil.

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Em outras regiões, a decisão foi ainda mais direta. Outro traficante, conhecido como Muquiço, também teria emitido o seguinte comunicado dentro de sua área: “Fica proibido andar na comunidade sem máscara, a partir de hoje, dia 30 de março. Ou vocês abraçam o papo, ou papo vai abraçar vocês. Atenciosamente, a Diretoria”.