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Relatos de estupro em estações de metrô de São Paulo deixam mulheres alarmadas

Relatos frequentes de estupros ocorridos na região das estações Vila Mariana, Ana Rosa e Sacomã do Metrô, na zona sul da cidade de São Paulo, estão deixando as mulheres que residem em bairros das proximidades dessas áreas bastante assustadas. Diversas mensagens divulgadas em redes sociais têm elaborado as descrições dos ataques e convocando as vítimas a reagirem e fazerem o respectivo boletim de ocorrência dos crimes na polícia. Um desses ataques foi registrado ontem, quinta-feira, 23 de agosto, na Delegacia de Defesa da Mulher situada na zona sul da capital.

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As publicações nas redes sociais que bombaram advertem em prol da segurança das mulheres que passam pelo referido bairro. “Estão puxando as meninas pra dentro dos veículos na entrada e saída do metrô, entre as estações Vila Mariana e Ana Rosa, olho aberto e façam escândalo, gritem fogo, qualquer coisa”, postou uma jovem.

Os relatos iniciaram sua circulação nas redes sociais no sábado, dia 18 de agosto, quando uma moça teria sido sequestrada e estuprada antes de se dirigir para a aula do Curso Poliedro. Na segunda-feira, 20 de agosto, mais um caso teria ocorrido com uma aluna da Faculdade ESPM. O Metrô emitiu uma nota atestando que na parte da manhã do último sábado, uma moça foi largada na entrada da estação Vila Mariana alegando ter sido estuprada por ali.

A Companhia contou que a jovem recebeu atendimento dos funcionários do Metrô e enviada para a casa dos pais. Ela se negou à ir ao hospitalar e não quis fazer o boletim de ocorrência. A despeito dos boatos do crime, não há outros evidências que estudantes de instituições de ensino da região tenham sofrido violência sexual.

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A respeito do caso da Estação Sacomã, o Metrô alegou que “não medirá esforços para colaborar com a polícia durante as investigações”. De acordo com o site G1, uma estudante foi atacada na plataforma dessa mesma estação por um meliante armado, que a estuprou e a seguiu até um local mais perto da universidade onde a vítima é aluna.

A ESPM declarou não possuir nenhum caso de estupro envolvendo alunas da faculdade. Perante os boatos, a instituição aproveitou  o ensejo para mandar um comunicado aos alunos e funcionários a respeito da existência de vans que realizam transporte das estações do metrô para as escolas, faculdades e universidades e vice-versa. O Curso Poliedro disse que lamenta o fato e que a moça socorrida por funcionários do metrô não é estudante da instituição e que não há registro de nenhum caso violência abrangendo estudantes do curso.

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O caso de Sacomã

Uma jovem de 18 anos de idade afirmou ter sofrido um estupro na quarta-feira à tarde, dia 22 de agosto, no interior da estação Sacomã, pertencente à linha 2 – Verde, do Metrô de São Paulo.

A moça deu uma entrevista ao G1 dizendo que estava indo para a faculdade, às 17 horas, quando foi abordada por um homem que a priori solicitou informações na fila da bilheteria. Passados alguns minutos, já na plataforma, enquanto ela esperava o trem, ele atacou a jovem.

Investigação dos fatos

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que apenas o caso de Sacomã foi devidamente registrado. “A Polícia Civil vai instaurar inquérito policial e imagens das câmeras de segurança foram solicitadas ao Metrô”, declarou o órgão em uma nota.