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Paquistanesa Malala irá patrocinar três brasileiras para promoverem a educação de meninas no Brasil

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A paquistanesa Malala Yousafzai, fez uma palestra em São Paulo, nesta terça feira dia 10, para anunciar sobre a oportunidade de três brasileiras fazerem parte da Rede Gulmakai, uma iniciativa do Fundo Malala.

A Rede patrocina homens e mulheres que incentivam e promovem a educação de meninas em diversos países. O Fundo Malala já contempla os países: Afeganistão, Líbano, Índia, Nigéria, Paquistão, Turquia, México e o primeiro país da américa latina, o Brasil.

No ano de 2012, Malala sofreu um atentado do Talebã, por insistir em frequentar a escola, já que em seu país essa é uma prática proibida para meninas. Ela foi atingida com três tiros na província de Khyber Pakhtunkhwa.

Desde então, ela luta para promover a educação de meninas em todo o mundo, criando uma organização para esse fim. Ela ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2014, destacando-se por ser a mais jovem a ganhar o reconhecimento.

As três participantes da Organização de Malala no Brasil

As três participantes escolhidas do Brasil para fazerem parte da Rede Gulmakai são: Sylvia Siqueira Campos de Pernambuco, presidente do Movimento Infanto-juvenil de Reivindicação (Mirim), tendo a sede em Recife.

O movimento de Sylvia foi criado em 1990 e ela é ativista desde os seus 13 anos, e seu objetivo é defender e promover os direitos humanos com foco na infância, adolescência e juventude, combatendo a desigualdade, estimular a cidadania ativa e revolucionar a democracia.

A segunda é Ana Paula Ferreira de Lima da Bahia, que é uma das coordenadoras da Associação Nacional de Ação Indigenista, que foi criada em 1979 com o objetivo de promover e respeitar a autonomia cultural, política e econômica, e o direito dos povos indígenas.

Ana Paula já foi professora e quer aumentar o número de meninas indígenas que terminam os estudos na Bahia, e hoje ela treina 60 meninas indígenas para serem jovens ativistas.

A terceira é Denise Carreira de São Paulo, que é coordenadora adjunta da Ação Educativa fundada em 1994, com o fim de promover os direitos educativos e dos jovens, com foco na justiça social, na democracia participativa, e desenvolvimento sustentável.

Ela é responsável também por desenvolver cursos online para treinamento dos professores, sobre igualdade de gênero e produz relatórios sobre a violência e discriminação de gênero na educação.

Promoção da educação

Farah Mohamed, o CEO do Fundo Malala, fez um comunicado afirmando que o Brasil fez progressos na área de educação para meninas, mas a abrangência ainda pode ser maior, garantindo acesso a todas, de forma ágil e ousada.

Agora as três ativistas fazem parte da Rede Gulmaki, que leva esse nome porque era o pseudônimo que Malala usava quando tinha apenas 11 anos e escrevia um blog em Urdu para a Rede BBC.

Ele tinha como pauta os desafios que as garotas de sua terra enfrentavam para conseguirem estudar no Vale do Swat, no Paquistão, sob o domínio do Talebã, tendo o apoio dos pais.

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