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Ministério Público pede prisão de Padre Robson; operação apura vários crimes na Afipe, em Trindade

A prisão do padre Robson de Oliveira foi pedida pelo Ministério Público de Goiás, mas a juíza indeferiu e alegou que ele é “primário e de bons antecedentes”. Padre Robson é responsável pelo Santuário Basílica de Trindade, onde estão sendo realizados 16 mandados de busca.

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A polícia também está investigando imóveis de luxo que, segundo o portal G1, estariam vinculados ao religioso, que é presidente da Afipe. Só nesta última década, a Associação Filhos do Pai Eterno movimentou cerca de R$ 2 bilhões.

A operação teve início na manhã desta sexta-feira (21), mas o corpo jurídico da Afipe alegou que não foi surpreendido e que anteriormente já havia se colocado à disposição do MP.

A Arquidiocese de Goiânia, a qual é responsável por Trindade, disse apenas que acompanha o trabalho que vem sendo feito pelo Ministério Público e que tudo deverá ser apurado “o mais breve possível”.

Essa operação foi batizada como “Vendilhões”, contando com cerca de 20 promotores de Justiça, 50 servidores, quatro delegados, além de agentes da Polícia Militar, entre outros. Estão sendo investigados os crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, apropriação indébita, falsificação de documentos e associação criminosa.

Ainda segundo o portal G1, um dos imóveis ligados ao padre Robson tem inclusive uma piscina aquecida. O MP informou que boa parte das doações feitas por fiéis do Brasil inteiro vinha sendo gasta com questões que não eram religiosas, como a compra de propriedades rurais, cabeças de gado e até emissoras de rádio.

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