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Jovem pensou que Covid-19 seria leve, passou por intubação e permaneceu 7 dias inconsciente

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Gustavo em suas palavras pensava que se pegasse a doença, que iria apenas perder o olfato e paladar. Ressaltou ainda, que inclusive achou que já tinha contraído. Mas na realidade, o imprevisível fez com que tudo acontecesse de forma diferente, infelizmente pior. Gustavo contraiu a doença, no qual teve metade dos pulmões comprometidos, e precisou de ser hospitalizado na UTI, da unidade hospitalar Unimed em São Roque, no interior de SP.

O assistente de logística não sabe informar quando contraiu a doença, mas suspeita que tenha ocorrido em alguns dos encontros com amigos. Segundo ele,a febre surgiu a 15 de fevereiro. Entretanto os sintomas foram piorando, com o passar dos dias, obrigando Gustavo a regressar à unidade hospitalar mais duas vezes. Além da febre, ele tinha tosse interme tente e crises de falta de ar.

Já na terceira vez, que ele voltou à unidade, já acabou por lá ficar. O assistente realizou uma tomografia, que diagnosticou um enorme estrago nos pulmões, e baixa saturação de oxigênio. Em suas palavras, ele disse que não deu nem tempo de pensar.

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Gustavo ressaltou que a primeira vez que lhe deram a máscara logo imaginou sobre as noticias das mídias relacionadas com a doença. O seu quadro de saúde foi avançando muito rápido, e obrigou Gustavo a ser intubado. Do lado de fora da unidade, a família aclamava por orações.

Foram sete dias que Gustavo passou inconsciente.Ele não se recorda de nada. Mas relatou como a conversa ao acordar. O jovem relatou que a primeira coisa que fizeram foi o acalmar. Disseram que ele estava agitado, que seria efeito dos sedativos. Logo então lhe perguntaram: se ele sabia onde estava. E ele respondeu: em casa. O médico disse-lhe que ele estava na UTI de Covid. Gustavo ressalta que ficou assustado de novo.

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Mas o médico lhe disse para ele ficar calmo, e que se realizasse o tratamento, poderia sair rápido. O jovem precisou de realizar vários tratamentos para fortalecer os pulmões. Ele relatou que usou quatro máscaras diferentes, para fazer o pulmão voltar a trabalhar. Ele conta ainda que está com o rosto machucado devido a uma das máscaras.

Atualmente, ele ainda sente as consequências da doença. Ele conta que é muito estranho, como se estivesse ainda na unidade hospitalar. Que se encontra com o horário errado, não consegue dormir de noite. E que tem lembranças da unidade a toda a hora.

Depois desse episódio, Gustavo deixa um alerta aos jovens:

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No seu alerta, ele disse que também era relaxado. Pensava que não ia contrair, que seria assintomático. Que também não deixaria de fazer as suas coisas, como ver os amigos, cumprimentá-los normalmente, seja em casa de algum deles ou na chácara. Que depois de passar por tudo isso, ele só teve uma coisa, medo. Ele diz ainda que agora só sai para ir no médico e fisioterapia.

Em suas palavras, Gustavo relatou que o coronavírus é uma doença. que não tem previsão de cura. Disse ainda, que precisa de levar a sério e se cuidar. Não dá para brincar. Que as pessoas só respeitam, quando alguém na família pega e acontece o pior, conclui.

O jovem destaca ainda o trabalho dos enfermeiros e médicos. Em suas palavras, ele disse que eles são os responsáveis por ele ainda estar vivo. Que tem uma pessoa que ele falava que tinha medo de morrer, e ela fazia um carinho nele. Ele diz ainda que acredita que sente saudade desse carinho deles. Só do carinho, destacou. Gustavo diz que tem que agradecer muito a eles.

O jovem ressaltou ainda, que só sobreviveu ao vírus, que já matou centenas de pessoas no país. Além da memória, ele possui um vídeo gravado por um familiar quando abandonou a unidade hospitalar. Ele relata que saiu e todo mundo lhe deu os parabéns, o chamando de guerreiro. Foi igual como ganhar uma guerra, realmente. Sensação de vitória, conclui.

Vídeo:

Via: noticias.uol.com.br