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Instituto Gamaleya pretende finalizar vacina russa até a primeira quinzena de agosto

jul 29, 2020

Fica cada vez mais forte a impressão de que a primeira vacina contra o coronavírus finalizada e distribuída no mundo será a de origem russa. Afinal, os responsáveis pelo imunizante declararam que a ideia é que, na primeira quinzena de agosto, ele comece a ser aplicado a pessoas do grupo de risco, passando aos demais cidadãos.

No entanto, não é todo mundo que está satisfeito com esse esquema de vacinação: há muitos questionamentos com relação ao terceiro estágio de testes em humanos, que ainda não estaria finalizado quando a vacina começasse a ser oficialmente recebida pelas pessoas.

Essa contradição foi anunciada por agentes federais da própria Rússia e, de fato, ela já tinha sido comentada pelos especialistas logo que o país divulgou as suas intenções referentes à vacina.

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Ao que tudo indica, funcionará assim: os profissionais de saúde começarão a ser vacinados no dia 10 de agosto. Porém, o terceiro estágio de testes em humanos começará apenas uma semana antes, ou seja, não há tempo hábil para saber se há riscos sérios e isso pode colocar os profissionais de saúde que receberem o imunizante em perigo.

Ainda não há notícias a respeito da possível venda da vacina russa ao Brasil.

Processo de vacina: como os russos estão desenvolvendo o seu imunizante?

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Apesar de o Instituto Gamaleya, de acordo com alguns especialistas e agentes, estar acelerando demais a aplicação das vacinas (ao que tudo indica, pressionada pelo governo), ele também está respeitando um protocolo de fases aplicado a todos os possíveis novos imunizantes.

Primeiro, a substância é aplicada a poucas pessoas, sem que elas estejam em grupos de riscos. Depois, as pessoas do grupo de risco passam a estar presentes nos estudos, mas na segunda fase e em pequena quantidade.

Na última fase, os laboratórios aplicam a substância a um contingente grande de participantes, havendo grupo de risco e pessoas sadias. É depois disso que o laboratório ganha autorização nacional para produzir a vacina estudada.