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Em apenas nove dias, professora perde os pais, e avós por complicações de Covid-19:”Avalanche de emoções”

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Adriana Miyuki Kawaguti Saviani, de 40 anos perdeu os pais e avós para o coronavírus. Desde a perda da família, Adriana e as duas irmas, Sandra e Cristiane, tentam lidar com as perdas em sequência dos familiares. Adriana disse que é uma avalanche de emoções, no qual não sabem dizer concretamente o que estão sentindo.

Ela ressalta ainda, que fala bastante com as irmas, que moram em outras cidades, através de vídeo chamada. Adriana destacou, que cada uma vive a sua própria dor, e lida com a perda da maneira que pode. Durante um desabafo, a professora ressaltou que são sentimentos, que ainda está aprendendo a lidar. Ela disse ainda, que o luto é uma sensação estranha, que parecem ondas de lágrimas, que vão e vêm.

Continuando, ela diz ainda, que alguns dias são bons, outros não, que alguns são de reviravolta, outros ficam pelas saudades boas. A primeira pessoa a ser internada, na família no último dia 10, foi a avó de Adriana, Titose de 95 anos, e logo após o pai. A última morte da família da professora, foi a mãe, Sonia de 66 anos, no último dia 19.

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“A pior coisa é a não despedida, não poder olhar pela última vez o rosto de cada um deles e voltar para casa com um pedaço de papel dizendo que nenhum deles voltará para casa. Vivemos um dia de cada vez, lembrando das coisas boas que cada um deles fizeram por nós e as várias mensagens de solidariedade, desde a internação do meu pai, dos meus avós e minha mãe.”

De acordo com Adriana, os pais e os avós viviam todos juntos na mesma residência, em Santa Isabel, e não sabe, quem foi o primeiro a contrair a doença e onde. Ainda segundo ela, a avó tinha ficado hospitalizada devido a uma anemia, dias antes de receber o diagnostico da doença. Já o pai Mitio, era o responsável pelas contas e as compras da família.

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Ela conta ainda, que quando surgiu o primeiro sintoma no pai, que se descocaram a uma farmácia, e o resultado constatou a doença, logo em sequência foi a mãe, que testou negativo. Em relação aos avós, foi recolhida uma amostra, em casa e também foram diagnosticados com a doença, mas não tinham sintomas. Passado uns dias, devido as condições físicas, o pai e avó precisaram de ser internados, devido à doença.

Adriana ressalta que a avó morreu no dia onze, e o pai no dia dezoito desse mês. Logo após no dia doze,a mãe recebeu atendimento no UPA, mas voltou para casa com medicamentos.

Dois dias depois, ela precisou de ser hospitalizada, e o avô de 101 anos, também precisou de receber atendimento no mesmo dia. O avô acabou por falecer no dia dezassete desse mês, e por último a mãe no dia dezanove desse mês. Com apenas intervalo de nove dias, os quatro familiares não resistiram às complicações da doença.

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