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Menina síria de 13 anos faz um diário relatando as tragédias da guerra

Uma menina síria, de 13 anos de idade, cujo nome é Myriam Rawick, elaborou um diário contando todos os horrores e tragédias a respeito da sangrenta e terrível guerra civil que o seu país enfrenta já há alguns anos.

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Residente na conturbada e sofrida cidade de Aleppo, um dos principais locais atacados nesse conflito, ela começou a escrever um diário para contar tudo aquilo que vive vê acontecendo ao seu redor.

Myriam evidencia um olhar carregado de uma boa dose de inocência, mas nem por isso isento de acidez, criticidade e tampouco deixa de ser incisivo sobre a guerra em questão.

Um jornalista francês chamado Phillipe Lobjois, ficou admirado e surpreso com tudo o que a garota contava. Repleto de interesse e prestando, tendo sua atenção despertada pelo relato, ele solicitou autorização da família da menina síria e publicou o diário dela, no ano de 2017, na França.

O livro recebeu o nome de “O Diário de Myriam”. A versão em português chegaram agora ao Brasil, com uma belíssima edição confeccionada pela renomada editora Dark Side. O valor médio da obra é de R$39,90. As comparações com o aclamado e famosíssimo “Diário de Anne Frank” foram inevitáveis.

O jornalista afirmou em uma entrevista para o site UOL que havia viajado para a Síria para poder conseguir acompanhar toda a vida dos habitantes que foram forçados a saírem de suas cidades por conta da guerra.

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Para ele, este nada mais é do que um livro sobre sobrevivência. “A história da garota Miryam é muito semelhante àquela de outros países que enfrentam uma situação de guerra. As crianças jamais deveriam estar envolvidas em guerras”, comenta de forma triste.

Phillipe soube a respeito da existência da garota e de seu diário através de uma instituição marista que presta apoio a pessoas que estão refugiados. Ele conheceu primeiramente Antonia, mãe da menina, por intermédio dos Maristas. Durante esse encontro, ela o chamou e mostrou a ele o diário de Myriam. Ele percebeu então que ali havia um tesouro incalculável.

Para Phillipe, é impossível não comparar o “Diário de Myriam” com o “Diário de Anne Frank”, ainda mais pelo fato de ambas vivenciarem os horrores de uma guerra e possuírem a mesma faixa etária, de 13 anos de idade.

No entanto, ao contrário de Anne Frank, que ficou confinada durante 2 anos dentro de uma pequena casa, Myriam saía para a rua e até mesmo frequentava a escola, ainda que tivesse de enfrentar tiroteios, bombardeios e coisas afins.

O “Diário de Myriam”

A obra é uma reprodução fiel, literal, do diário da menina, e por meio do seu olhar ingênuo, conseguimos vislumbrar todo o empenho que sua família, que professa a fé cristã, efetua na tentativa de amenizar os impactos da guerra para ela.

Em diversos momentos, dá para notar que os pais de Myriam são capazes de contornar toda a violência que os circunda. Todavia, a despeito dos esforços, há diversos momentos recheados de tensão. Um exemplo disso é o seu primo, que morreu lutando contra o Estado Islâmico.