Skip to content

Wagner Moura vai interpretar o diplomata Sérgio Vieira de Melo em filme da Netflix

jul 26, 2018

A famosa e popular plataforma de streaming Netflix anunciou que o ator brasileiro Wagner Moura será o protagonista de um filme, no qual ele interpretará o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que foi morto no ano de 2003 em um atentado terrorista no Iraque quando estava em uma missão como enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU).

Uma revista americana chamada The Hollywood Reporter contou ainda ontem, uma quarta-feira, 25 de julho, que o filme, que ainda não possui título, será a estreia do diretor Greg Barker no campo da ficção. Barker é mais conhecido por documentários como Manhunt: The Inside Story of the Hunt for Bin Laden (2013) e The Final Year (2017).

O ator Wagner Moura e o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Foto: Frazer Harrison/ AFP e Chip East/ Reuters

Além do ator Wagner Moura, o elenco do longa-metragem terá a participação de Ana de Armas, Garret Dillahunt, Will Dalton, Clemens Schick e Brían F. O’Byrne.

PUBLICIDADE

A história não é um assunto novo para Greg Barker, que no ano de 2009 dirigiu o documentário Sergio, a respeito do diplomata brasileiro.

O filme será distribuído pela Netflix, em 2019, mas ainda não possui uma data de lançamento definida.

O roteiro do filme é assinado por Craig Borten, sendo inspirado em um livro chamado n”O homem que queria salvar o mundo” (Companhia das Letras), da ex-embaixadora dos EUA para a ONU Samantha Power.

PUBLICIDADE

As filmagens do longa começam em agosto, no Brasil e em algum país do Oriente Médio. Elas devem durar por volta de seis semanas.

Quem foi Sérgio Vieira de Mello?

Sérgio Vieira de Mello, um brasileiro nascido no Rio de Janeiro (1948-2003) foi uma espécie de diplomata brasileiro, que começou trabalhando na ONU (instituição aliás que trabalhou a vida toda), mais especificamente no Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (UNHCR-ACNUR) e depois foi parar no Alto Comissariado das Nações Unidos para os Direitos Humanos.

Sérgio era filho de Arnaldo Vieira de Mello, um historiador e diplomata brasileiro e de Gilda dos Santos. Cursou Filosofia na Sorbonne, em Paris, em 1969. Nesse mesmo ano, conseguiu um trabalho na ACNUR.

Em 1971 ele foi enviado para Dhaka, Bangladesh, onde efetuou o repatriamento dos refugiados da guerra civil. Em 1972, foi para o Sudão, em mais uma missão de repatriamento. Em 1973, casa-se com a Francesa Annie, com que teve dois filhos. No ano seguinte vai para o Chipre, agora já como chefe da ACNUR.

Ele foi Chefe de Gabinete do Alto Comissariado, foi Secretário Geral do Comitê Executivo e Diretor do Departamento da Ásia e Diretor de Assuntos Externos.

No decorrer de sua carreira, Sérgio assumiu diferentes divisões e cargos, inclusive de chefia, todos ligados aos refugiados, direitos humanos e missões de paz, sempre pela ACNUR.

Em 2002, o secretário geral da ONU, Koffi Annan, nomeou Sérgio para o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, cuja sede é em Genebra, na Suíça.

Em maio de 2003, foi nomeado por Koffi Annan para assumir o cargo de Representante Especial do Secretário Geral, por um período de quatro meses, no Iraque.

Ele permaneceu nessa função até o dia 19 de agosto de 2003, quando faleceu em decorrência de um trágico atentado à sede da ONU, localizada em Bagdá, ataque esse cuja autoria foi assumida pelo grupo Al Qaeda.