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Saque do PIS/PASEP não deve impulsionar economia como FGTS Inativo

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Segundo economistas a liberação do saque do PIS/PASEP não deve impulsionar a economia brasileira como foi no caso da liberação do saque do FGTS inativo. Porém o impacto sobre o Produto Interno Bruto (PIB) deve ser positivo, mas muito menor do que em 2017 no auge da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

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Neste último dia 18 de junho de 2018 (segunda-feira) foi iniciado o pagamento dos recursos do fundo para cotistas do PIS/PASEP para aqueles que possuem idade igual ou superior a 57 anos. Todos os trabalhadores de empresas privadas (PIS) ou públicas (PASEP), que contribuíram para o programa até o dia 04 de outubro de 1988 e que ainda não tenham a oportunidade de sacar o saldo do fundo, poderão ir até a Caixa Econômica Federal (PIS) ou ao Banco do Brasil (PASEP) para efetuar o saque dos rendimentos.

PIS/PASEP x FGTS

No último ano de 2017 o crescimento do PIB se deve em parte a consequência da liberação do FGTS inativo, onde a partir do terceiro trimestre do ano, a arrecadação teve influência direta com os gastos provenientes do dinheiro retido no fundo de garantia.

Em 2017 o PIB teve um crescimento de 1% com relação a 2016 e a liberação do Fundo de Garantia teve um impacto de 0,4% sobre o crescimento total do PIB. Neste ano, com a liberação do PIS/PASEP os economistas acreditam que a influência sobre o PIB será de apenas 0,15%. É certo que irá gerar um impulso positivo, mas não irá alterar muito o cenário já definido para 2018 na economia.

Valores em reais das diferenças dos saques do PIS/PASEP e do FGTS

A previsão governamental é de que os saques do PIS/PASEP alcancem a somatória de R$ 15 bilhões, onde injetados na economia, fazem com que os cidadãos comprem e parte deste valor retorne aos cofres públicos através dos impostos. Porém o governo informa que o montante total disponível para o saque é de 34 bilhões de reais, número que fica ainda 10 bilhões abaixo dos saques realizados em 2017 com relação ao FGTS.

Ao beneficiar 25,9 milhões de trabalhadores, os R$ 44 bilhões das contas inativas do FGTS, representaram 0,4% do crescimento total do PIB no último ano.

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Segundo estimativas, o saque dos recursos do fundo de cotistas do PIS/PASEP podem beneficiar aproximadamente 28 milhões de pessoas, girando um valor de 39 bilhões de reais, dos quais já em 2017 foram sacados 5 bilhões, chegando ao número previsto de R$ 34 bilhões deste ano. Porém muitos não realizaram o saque em 2017 e a previsão é de que em 2018 apenas R$ 15 bilhões sejam sacados pelos beneficiários.

Apesar de parecer um absurdo o cidadão deixar de sacar, muitos fatores como a falta de informação, dificuldade na retirada dos recursos, podem significar uma abstenção da retirada em grandes proporções.

O Governo Federal acredita que o fato de muitos dos beneficiários não possuírem contas na Caixa Econômica Federal (PIS) ou no Banco do Brasil (PASEP), pode influenciar no interesse dos cidadãos em buscarem os seus recursos nas agências.

Greve dos Caminhoneiros

A agilização do saque dos recursos para beneficiários entre 57 e 59 anos é para tentar cobrir uma parcela do impacto negativo que a greve dos caminhoneiros teve sobre a economia do país neste ano. Porém a estimativa do governo é de que os prejuízos cheguem a 16 bilhões no total.