Economia

Líbia espera que rara conferência de petróleo em Benghazi conserte os problemas

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Reprodução/US News Money

A Líbia efetuou uma raríssima conferência sobre petróleo na cidade de Benghazi, situada a leste do país, na quarta-feira, no momento em que a sua empresa petrolífera estatal NOC aportou em uma região que abriga um governo paralelo que apoia uma empresa petrolífera rival.

Reprodução/US News Money

A “Exposição e Fórum de Petróleo e Gás de Benghazi” é a primeira conferência a nível internacional de negócios naquela que é a segunda maior cidade da Líbia desde o ano de 2014, quando se tornou um verdadeiro campo de batalha.

As forças de Khalifa Haftar declararam sua vitória no mês de julho de 2017 em cima dos islamistas, colocando um ponto final nos conflitos que duraram 4 anos e que destruíram parcelas da cidade portuária.

Hotéis e aeroporto da cidade de Benghazi foram reabertos, porém inúmeros atentados fizeram dezenas de vítimas fatais neste ano, instigando os organizadores a adiar a conferência até que a segurança tenha sido aprimorada.

“A cidade de Benghazi desempenhará um papel proeminente e importante para o setor de petróleo e gás na região e provavelmente no mundo”, disse o presidente da NOC, Mustafa Sanalla, em seus primeiros comentários, constituindo-se em um raríssimo discurso público em Benghazi.

Um executivo pertencente à Schlumberger (SLB.N), uma companhia de serviços petrolíferos dos EUA, que tem uma parceria com a NOC, falou que “o evento será muito importante para nós e estamos ansiosos para discussões interessantes.

Não existem grandes expectativas sobre os acordos no fórum de dois dias que acontece no hotel Tibesti, que objetiva fazer a promoção de um alteração de indústria e, o mais crucial de tudo, reduzir as reclamações no leste a respeito das parcas atividades do governo, de acordo com fontes da indústria.

“É uma mensagem política para apaziguar o leste”, falou o CEO de uma companhia de serviços de petróleo da Líbia.

O NOC teve uma relação difícil com o Haftar e sua liderança, cujas forças efetuavam o controle de uma parcela expressiva do leste, englobando os portos mais importantes de petróleo.

Em junho desse ano, o governo de Haftar falou que gostaria de encaminhar as exportações de petróleo dos principais portos Ras Lanuf e Es Sider por meio de um NOC separado pautado em Benghazi, depois que suas tropas os retiraram de uma milícia em uma dispendiosa batalha.

As facções orientais há muito tempo apontam o banco central em Trípoli de como o culpado pela ocorrência de perdas na receita do petróleo e alocar poucos fundos para o leste.

A NOC tem buscado cautelosamente evitar o conflito da Líbia, oriundo da queda de Muammar Gaddafi em 2011.

ENTIDADE RIVAL

Os compradores internacionais de petróleo fizeram sua adesão à NOC Tripoli, construindo relacionamentos de 10 anos para mais.

Porém os pedidos de secessão ou pelo menos autonomia permaneceram populares no leste, mais conhecido como Cyrenaica ou Barqa em árabe, onde se encontra a maior porcentagem da riqueza do petróleo da Líbia, porém que foi largada por Gaddafi como forma de punir a oposição.

O governo da Líbia falou em 2013 que intencionava transferir a sede da NOC para Benghazi a fim de reverter a decisão de Gaddafi de modificar a liderança do petróleo para Trípoli.

Porém a medida jamais foi implementada no momento em que a Líbia se repartiu em administrações rivais em 2014 e os combates se iniciaram em Benghazi.

O leste possui seu próprio banco central, que igualmente tem sido amplamente ignorado pela comunidade internacional como o NOC leste.

Danieli Mennitti
Possuo graduação e mestrado em História pela UNESP. Faço parte da equipe de redação do portal Resumo. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Interesso-me e escrevo sobre os mais variados assuntos.

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