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Intervenção Militar no Brasil: um fantasma à espreita

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Nos noticiários em todo o Brasil e no mundo, manifestações, paralisações e greves causadas por cidadãos que nada mais querem do que melhorias na forma de governo, têm sido veiculadas em grande escala nacional.

A mais recente foi a paralisação dos caminhoneiros, que junto com outras frentes, protestaram principalmente pelo alto preço dos combustíveis, dos valores dos fretes, melhorias nas condições das estradas e claro menos corrupção.

Intervenção Militar

Da revolta latente da população, surgiu-se outro protesto: a volta da intervenção militar. Para os que viveram nessa época no Brasil, o terror bate à porta na possibilidade da volta do regime. Foram 20 anos (1964-1985) sob o comando militar, na época do governo de João Goulart, que as forças militares combatiam o comunismo que pairava sob o país.

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Sem eleições presidenciais e marcados pela tortura, mortes, barbaridades e principalmente a corrupção, o povo permanecia alienado às ações dos governantes da época, incluindo a censura dos jornais, imprensa e toda forma de veiculação de notícias. Para os desinformados sobre a verdadeira história, os que não viveram neste regime, seria apenas um “limpa” no governo para reinar a ordem no país e acabar com a corrupção.

Consequências da Intervenção Militar perduram até hoje

Narciso Pires coordenador do Grupo Tortura Nunca Mais, foi militante, preso e torturado pelo regime militar, criando o Grupo para coletar dados e relatos de pessoas torturadas, exiladas e presas da época.

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Ele pontua que o escândalo da corrupção mostrado hoje pela mídia, é consequência da época do regime militar onde empresas como Odebrecht, OAS, Camargo Correa, encontraram terreno para superfaturarem obras grandes, inacabadas, custando aos cofres públicos milhões de reais. Entre as obras podemos destacar Itaipu, Ponte Rio Niterói e Angra dos Reis.

A grande ilusão que se tem, de acordo com aqueles que sofreram na pele as consequências do militarismo, é que a volta da Intervenção Militar traria zero corrupção, cidadãos continuariam com direitos e deveres, a democracia e capitalismo não seriam prejudicados, a violência contra o povo seria erradicada, o país teria ordem e progresso.

Mas, apenas autoridades do Exército Brasileiro, Forças Armadas e demais chefes militares teriam todo o poder, as decisões, e a forma de governar. Eles apenas se reuniriam para decidir o futuro do país, o período durável do regime, sem que a população pudesse votar ou opinar.

O regime parlamentar vigente sendo destituído, o Presidente da República, junto com a Câmara dos Deputados, a sociedade sofreria com o caos. Serviços de saúde e educação seriam afetados nessa forma de governo.

Em questões públicas e gerais opovo seguiria desinformado.O sacrifício daqueles que morreram em prol da democracia teria sido em vão,se o período vigente desse governo fosse permanente. Nas redes sociais, diversos líderes têm se levantado para agitar a população à Intervenção Militar.

Muitos deles para conscientizar, outros apenas para causar conflito. Cabe aos cidadãos brasileiros informarem-se, colherem fatos pertinentes, verídicos, deixando de lado a desinformação sobre o futuro do nosso país.