Skip to content

Valor do Auxílio é reduzido em mais de 50%! E agora?

O presidente Jair Messias Bolsonaro divulgou hoje à imprensa a prorrogação do auxílio emergencial por mais quatro meses, mas no valor de R$ 300.

PUBLICIDADE

A quantia equivale a metade do valor fixado inicialmente pelo governo em R$ 600, como forma de combater os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus.

A prorrogação deve ser formalizada mediante Medida Provisória, sujeita à aprovação do Congresso Nacional.

O anúncio sobre o auxílio emergencial se deu pouquíssimo tempo depois de o IBGE divulgar que a economia brasileira, no segundo trimestre de 2020, registrou queda recorde.

PUBLICIDADE

O PIB encolheu 9,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2020 e 11,4% em relação ao segundo trimestre de 2019.

Não é suficiente, mas basicamente é

PUBLICIDADE

“Não é um valor o suficiente, muitas vezes, para todas as necessidades, mas basicamente atende. O valor definido agora há pouco é um pouco superior a 50% do valor do Bolsa Família”, declarou o presidente.

“Então decidimos aqui, até atendendo a Economia em cima da responsabilidade fiscal, fixá-lo em R$ 300”, acrescentou.

Falando do Palácio da Alvorada, o presidente promoveu uma reunião com Paulo Guedes, líderes do governo no Congresso e parlamentares aliados.

No ano, o Executivo já pagou à população cinco parcelas de R$ 600. Se a Medida Provisória for aprovada pelos deputados e senadores do Congresso, a aposta é de que o benefício seja estendido até dezembro.

O auxílio emergencial criado em abril, para distribuir renda a autônomos, informais,desempregados e famílias cadastradas em programas sociais como o Bolsa Família, inicialmente propunha o pagamento de R$ 200 mensais.

A Câmara subiu o valor para R$ 500 durante a tramitação da proposta. Na sequência, o presidente aceitou aumentar a quantia para R$ 600 mensais.

Renda Brasil

A prorrogação deve dar mais tempo a Bolsonaro para articular o novo programa social do governo, o Renda Brasil, que deve substituir o Bolsa Família, aglutinando-se como outros benefícios governamentais.

Rejeitada pelo mandatário, a primeira proposta formulada pela equipe econômica está sendo repensada, após o anúncio do programa ter sido suspenso pelo presidente.

Na visão do presidente, a proposta de acabar com o abono salarial equivalia a tirar dos “pobres” para dar aos “paupérrimos”.