(Por G1) A tensão entre os Estados Unidos e outras potências globais só aumenta. Recentemente ela ganhou um novo agravo no cenário do comércio internacional. Além da China, parceiros comerciais dos EUA também se voltaram contra Donald Trump e sua série de medidas protecionistas.

Nessa nova fase da tensão comercial, as ameaças entre Estados Unidos e China se ampliaram com a implementação de novas tarifas em cima de 200 bilhões de dólares em produtos chineses, ao passo em que a NAFTA e a União Europeia também “engrossaram a voz” contra as medidas do presidente estadunidense. O contexto separa a disputa em dois grandes polos globais.

A guerra comercial é entre a China e os Estados Unidos, mas a situação é bem mais profunda e complexa do que isso.

Em uma das pontas dessa equação, temos China e EUA, que estão imersos em uma intrincaa disputa sobre propriedade intelectual que atingiu os produtos comercializados entre ambos os países.

Na outra ponta, as sobretaxas sobre o aço e o alumínio, implementadas como uma espécie de medida protecionista dos EUA, bateram de frente com setores estratégicos de grandes economias, em especial o Japão, Europa e o Nafta.

Embate nº1: China vs Eua

Já faz um tempo considerável que Trump acusa a China de gerar um déficit comercial expressivo e que eles roubam propriedade intelectual, sobretudo no ramo da tecnologia, sem falar na violação de segredos comerciais de companhias estadunidenses, ocasionando uma concorrência desleal.

Por essas razões, essa cruzada contra os produtos chineses tem sido uma tecla na qual Trump bate insistentemente.

As ações que os EUA efetuaram contra a China são as seguintes:

  • taxas sobre os produtos chineses;
  • disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC)
  • restrições de investimento.

De acordo com especialistas em economia, esse conflito comercial entre Estados Unidos e China trata-se de uma divergência entre modelos distintos de desenvolvimento e uma tentativa bastante evidente de barrar o crescimento chinês no mercado internacional.

Os EUA impuseram uma série de tarifas sobre produtos da China. A China, em contrapartida, como retaliação, impôs tarifas sobre os produtos norte-americanos.

Desde esse momento, a tensão entre os dois países só cresce e as ameaças são constantes.

Embate nº 2 – EUA vs NAFTA e União Europeia

Essa série de sobretaxas em cima da importação de alumínio e aço dos Estados Unidos acirrou os ânimos de vários atores no cenário do comércio internacional, porém essa medida atingiu um ponto nevrálgico dos setores de ampla visibilidade, como o segmento automotivo, vital para as economias da Europa e também entre os próprios parceiros dos EUA, representados na figura da NAFTA.

O clima esquentou quando Donald Trump tomou a decisão de suspender a isenção da União Europeia e do NAFTA à cobrança de tarifas.

Como uma forma de resposta a essa atitude, a UE impôs tarifas sobre um valor equivalente a 2,8 bilhões de euros de produtos importados dos EUA, além de ter anunciado impostos extras.

Quem sai ganhando nessa briga?

Guerras comerciais começam no momento em que um país impõe tarifas comerciais à importação de um outro país, que rebate essa conduta sobretaxando os produtos de seu concorrente. Essas disputas podem ocasionar efeitos negativos para ambos os lados, caso não cheguem a um acordo.

Ninguém sai ganhando com uma guerra comercial. E não são apenas os dois países envolvidos diretamente que saem perdendo. Uma vez que se trata de duas das maiores potências mundiais, isso impacta negativamente os outros países.

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