A Agência Espacial Norte Americana (NASA) e algumas empresas da iniciativa privada, como a SpaceX, por exemplo, especulam que o planeta Marte poderá ser habitado por seres humanos em um prazo de 20 a 30 anos. Para que seja possível conseguir esse intento, há uma variedade considerável de planos que buscam encontrar os meios necessários para fazer as mudanças e adaptações necessárias para fazer de Marte um lugar habitável.

As metas preliminares são a implantação de bases simples dotadas de elementos modulares, como contêineres, enviados a partir do planeta Terra.  Estas estruturas serão responsáveis pelo fornecimento de água, oxigênio e calor, além de serem detentoras uma blindagem robusta, parruda, uma vez que o Planeta Marte não possui campo magnético.

O planeta Terra contém um campo magnético que, mesmo não tendo uma eficiência total, de 100%, auxilia a defletir partículas do sol e raios cósmicos que podem prejudicar o DNA, quando o corpo humano os absorve.  Marte também não apresenta uma proteção contra os raios UV solares, pois não conserva uma camada de ozônio, como aquela que a Terra possui.

Essas bases irão se transformar em pequenos vilarejos e em um segundo momento, tornar-se-ão cidades fortemente protegidas por espécies de redomas, para que dessa forma sejam capazes de assegurar condições de existência idênticas às da Terra.

Outro plano possível é chamado de terraformação. O intuito é fazer com que Marte tenha as condições de habitabilidade iguais à Terra, começando com a criação de uma atmosfera, que elevará a pressão atmosférica e ajudará a água a permanecer no estado líquido.

Ainda que a temperatura seja elevada para a água descongelar, com a pressão atmosférica que Marte detém atualmente (abaixo de 1% da pressão atmosférica da Terra) o gelo não pode ser derretido. Em Marte, ele vai direto de do estado sólido para a forma de vapor, sofrendo então um processo de sublimação.

Para ampliar a densidade de pressão atmosférica e impulsionar o processo de aquecimento global por meio do efeito estufa, os pesquisadores estão pensando em liberar o gás carbônico preso principalmente nas calotas polares sob a forma de gelo seco.

O efeito estufa e o aquecimento global são geralmente associados à deterioração do meio ambiente, porém, na realidade, são duas coisas fundamentais para a manutenção da vida, obviamente desde que estejam sob controle.

Com água no estado líquido, poderia haver a formação de lagos e mares e algas e bactérias teriam a oportunidade de efetuar a conversão do gás carbônico para oxigênio, como foi com nosso planeta. Plantas poderiam auxiliar na terraformação.

Os estudiosos não tinham conhecimento, entretanto, sobre se o gás carbônico é o bastante para a promoção de todo esse processo.

Em um artigo publicado no periódico “Nature Astronomy”, os autores da pesquisa, Bruce Jakosky e Cristopher Edwards, elucidam que não há gelo seco o bastante nas calotas polares para ajudar a atmosfera de Marte a alcançar a pressão mínima para a manutenção da água no estado líquido.

Os cientistas encontraram uma potencial solução: fazer a vaporização do gelo seco e dos claratos dos polos, que podem aprisionar moléculas de água e moléculas de gás carbônico. Uma vez que isso esteja feito, eles acreditam que a atmosfera marciana possa ser uma lugar passível de habitação.

Os dois pesquisadores americanos decidiram então incluir rochas, minerais localizados um pouco abaixo da superfície, além também da areia que cobre Marte. Desse modo, a pressão seria capaz de atingir níveis bastante elevados.

Segundo o estudo, somente se as rochas profundas no subsolo de todo o planeta marciana soltarem o carbono aprisionado é que a pressão obteria o valor requerido para evitar que a água se evaporasse ao descongelar. Esse valor é o correspondente à pressão atmosférica ao nível no mar no nosso planeta.

 

 

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