Skip to content

O que é adenominose ginecológica que é mais dolorosa que o parto

jul 30, 2018

A adenominose ginecológica é um transtorno que ocorre quando as células internas do útero, se incrustram nas fibras musculares da parede uterina, causando forte dor pélvica e sangramento abundante.

Três britânicas que foram diagnosticadas com adenominose, sendo elas Zélie, Lisa e Jennifer, contam suas experiências ruins com o transtorno no seu dia-a-dia.

Jennifer contou que não podia usar nada além de calças pretas no trabalho, e que na metade do dia tinha que trocá-la devido ao sangramento intenso.

Seu sofrimento perdurou por anos, chegando até a passar por constrangimentos nas casas dos amigos.

O que pode causar a adenominose e qual a faixa etária maisafetada

A Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que uma em cada 10 mulheres no mundo podem ter adenominose.

O transtorno não acomete uma faixa etária específica, portanto qualquer jovem ou mulher que menstrue, pode ser afetada.

Em alguns casos, a doença pode ser assintomática, ou seja, muitas mulheres podem possuir o transtorno sem saberem.

A causa ainda é desconhecida, podendo manifestar-se em sintomas extremamente dolorosos, não tendo nenhuma forma de evitá-los.

Zélie contou ainda que já sentiu tanta dor, que precisou chamar a ambulância, e os médicos pensaram ser uma apendicite; até que ela revelou o nome do transtorno que tinha e eles nem sabiam do que se tratava.

Lisa contou que a dor é dez vezes pior que o parto, gerando nela pensamentos suicidas para aplacar a dor a qualquer custo. Ela ressaltou ainda que é impossível ignorar a dor, e que cada saída de casa deve ser sempre bem planejada.

 

Diagnóstico e opções de cura

Por não ser facilmente detectada, e muitas vezes sem apresentar sintomas, a adenominose pode levar anos para ser diagnosticada nas pacientes, fazendo com que o tratamento não seja adequado, e até confundido com outras doenças pélvicas.

O exame realizado pelo ginecologista para precisão do diagnóstico, é a ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética. Alguns médicos utilizam os anticoncepcionais orais e injetáveis como formas de tratamento do transtorno.

Em outros casos, somente a retirada do útero total ou parcial, foi efetivo contra a doença. Jennifer por exemplo, precisou retirar totalmente o útero, o que fez com que ela conseguisse alívio total das dores e dos incômodos.

Hoje, ela diz que apesar de não possuir mais útero, se sente mais mulher que nunca, já que agora ela pode correr com os filhos no parque, ter uma vida normal, o que antes não era possível.

Zélie, Lisa e Jennifer, ressaltam a importância das mulheres que possuem a doença, se unirem, trocarem informações, espalhar a conscientização do transtorno para outras, fazendo com que estas não se isolem, sofram sozinhas ou pior, sejam mal diagnosticadas.

Com o avanço da tecnologia, o uso da informação, de cuidar da saúde, deve estar a favor de todas as pessoas, trazendo comodidade, vida saudável e plena.

Realizar os exames de rotina periodicamente, e levar um estilo de vida baseado em exercícios físicos é essencial, sempre.