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Casal britânico recebe condenação por transar na frente do filho para “ensiná-lo a não ser gay”

Uma notícia chocante alarmou o Reino Unido recentemente: um casal, cuja respectiva identidade, por questões de segurança, não foi revelada recebeu uma condenação pelo tribunal de Readon  Crown Court, sob a acusação de ter cometido o crime de estupro de vulnerável, ao ter praticado sexo na frente do seu filho, que possui apenas 11 anos de idade, sob a desculpa de que iriam “ensiná-lo a não ser gay”.

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A situação só piora e fica ainda mais absurda e revoltante no decorrer do julgamento. Durante o julgamento em questão, o casal confessou ainda que, além de forçarem a criança a ficar assistindo eles manterem relação sexual, também ameaçavam e obrigavam o menino a participar do ato, forçando-o a realizar sexo oral nos seios da madrasta e também ter os seus órgãos genitais tocados por ela.

Conforme afirmado pelo site de notícias Pink News, um jornal britânico focado especialmente em notícias relacionadas à comunidade LGBT, a madrasta do garoto foi condenada a cumprir 9 anos de prisão por atentado ao pudor, ao passo em que o pai ficará encarcerado durante 6 anos, culpado por induzir forçadamente o garoto a realizar atos libidinosos.

O caso na realidade já tem alguns pares de anos, tendo rolado na Justiça por um número superior a 20 longos anos. A denúncia pioneira foi efetuada no ano de 1998, pelo próprio menino vítima da violência sexual.

Contudo, infelizmente, o caso, na época, não foi adiante, pois os pais da criança tiveram sucesso em enganar as autoridades pertinentes e se desvencilhar da situação, driblando a acusação.

Porém, mesmo com essa primeira derrota, a vítima não desistiu e reabriu o processo após alguns anos. No momento da sentença, a juíza que cuidou do caso Mary Lamb, afirmou que o jovem foi totalmente negligenciado pelos pais e ainda acusou a madrasta do garoto de abusar da inocência dele, usando-o como um objeto para saciar seus desejos e fantasias sexuais.

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O Reino Unido e as políticas públicas relacionadas à comunidade LGBT

No ensejo do desfecho desse lamentável caso, onde ações homofóbicas e pedófilas foram realizadas, o Reino Unido proibiu, na terça-feira passada, dia 03 de julho, quaisquer tipos de terapias de reversão sexual, conhecidas popularmente pelo termo “cura gay”.

Nessa lei estão inclusas as proibições que impedem veementemente que psicólogos ofereçam algum tipo de tratamento que tentem “converter” pacientes homossexuais em heterossexuais.

Essa proposta foi elabora contando-se com informações obtidas em uma pesquisa feita na Internet, na qual descobriu-se que mais de 65% da população LGBT do Reino Unido tinham medo de sofrerem algum tipo de violência por seres homossexuais, sobretudo em espaços públicos e mais ainda no caso de demonstrações de afeto nesses locais.

Do contingente de entrevistados, cerca de 2% revelaram que já sofreram com essa modalidade de tentativa de “cura gay”. Outra parcela de 5% dos entrevistados disseram que se recusaram a se submeter a esse tipo de “treinamento”. Ao menos metade das pessoas LGBT que foram forçadas a participar de alguma “cura gay”afirmou que essas terapias de reversão foram conduzidas por algum grupo religioso.

Uma porcentagem deles afirmou ainda já ter recebido recomendação de algum familiar para recorrer a esse tipo de terapia. Um número superior a 40% contou que sofreu violência verbal ou física no ano anterior à pesquisa.