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O membro do Pussy Riot, Pyotr Verzilov, foi provavelmente envenenado, de acordo com médicos alemães

set 18, 2018

Médicos da Alemanha dizem que há uma “chance considerável” de que um integrante do grupo de protesto da Rússia, o famoso Pussy Riot, que adoeceu na Rússia na última passada, tenha sido envenenado.

Pyotr Verzilov. Reprodução/BBC

Expressando-se durante uma conferência de imprensa na terça, o Dr. Kai-Uwe Eckardt do Berlin Charite Hospital falou que uma substância externa aparentemente afetou o sistema nervoso de Pyotr Verzilov.

Os médicos ainda não foram capaz de descobrir a natureza da substância ou de sua respectiva fonte, falou ele, emendando que, enquanto o ativista continua nos cuidados intensivos, sua vida não se encontra mais em perigo.

“A informação que temos atualmente … mostra uma alta plausibilidade de que o envenenamento tenha ocorrido aqui”, declarou Eckardt. “Para dar a volta, até agora não temos nenhuma indicação de que possa haver outra explicação para seu estado.”

O anúncio adiciona ainda mais força aos protestos feitos por outros integrantes do Pussy Riot na quinta-feira, que reclamavam que Verzilov havia sido envenenado na Rússia. A banda punk russa – famosa por camuflar suas identidades usando máscaras multicores no estilo balaclava – é uma crítica explícita do governo de Putin.

Durante uma entrevista coletiva na terça, a membro fundadora da Pussy Riot, Nadezhda Tolokonnikova, afirmou que Verzilov foi provavelmente alvo de uma “tentativa de assassinato”, dizendo que diversas agências russas estão “tentando encontrar uma maneira de chegar a Pyotr”.

“Ninguém que tenha participado de atividades políticas na Rússia pode estar realmente seguro”, desabafou ela.

Quando teve contato com a CNN na semana anterior, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, não teceu comentários a respeito da doença de Verzilov.

Dialogando com a CNN na terça-feira, a namorada de Verzilov e também ativista da Pussy Riot, Veronika Nikulshina, falou que ele ficou doente na última terça-feira. Verzilov começou perdendo a sua visão e deixou de conseguir andar em linha reta, disse Nikulshina, adicionando que sua condição foi ficando cada vez mais grave com o passar do tempo.

Depois do tratamento em Moscou, Verzilov foi para Berlim no sábado, segundo informações fornecidas pela Fundação Cinema for Peace da Alemanha, um grupo de caráter humanitário sem fins lucrativos que já havia feito a defesa do Pussy Riot e que esquematizou o vôo.

Verzilov foi internado no hospital Charite apresentando sintomas de intoxicação e em estado de confusão, conforme enunciado pelo hospital por meio de um comunicado na terça-feira.

O diretor executivo do hospital, Dr. Karl Max Einhäupl, falou no comunicado que a condição da saúde de Verzilov tem melhorado expressivamente e que os médicos estão “confiantes de que uma cura completa virá”.

Ele emendou ainda que os médicos em Moscou proporcionaram um bom tratamento inicial e ajudaram bastante o hospital em Berlim.

Os médicos creem que Verzilov foi envenenado há quase 7 dias. Eles estão operando em conjunto com toxicologistas em um empenho para realizar a identificar da substância usada, esclareceu o comunicado.

Verzilov é um cidadão conjunto russo-canadense e, na quinta-feira, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau falou d que a situação era preocupante, “especialmente pelas ações dos últimos meses pelos russos no Reino Unido”.

Trudeau parecia estar fazendo alusão ao suposto envenenamento russo do ex-espião Sergei Skripal e sua filha Yulia na cidade de Salisbury, situada sul da Inglaterra, no mês de março. A CNN solicitou ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia para fornecer elucidar a respeito dos comentários de Trudeau, porém ainda não recebeu uma resposta.

Mais tarde, foi descoberto que eles haviam sido envenenados com um poderoso veneno de nome Novichok, que investigadores britânicos ligaram ao governo russo. A Rússia negou as acusações.