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Julgamento de mulheres acusadas de matar o meio-irmão de Kim Jong-Un vai continuar

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Indonésia Siti Aisyah e vietnamita Doan Thi Huong chegam para audiência em corte na Malásia, em foto de 27 de junho deste ano (Foto: Voon Chong/AP Photo)/Reprodução/G1

O julgamento das duas mulheres acusadas pela morte, em 2017, de Kim Jong Nam, o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un vai seguir adiante, conforme foi anunciado nessa quinta-feira, dia 16 de agosto, por um tribunal da Malásia.

Após escutar as alegações vindas da Promotoria, o tribunal de Shah Alam, próximo a Kuala Lumpur, determinou que as provas existentes contra a indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Thi Huong tem força e veracidade o bastante para sustentar a acusação de homicídio com premeditação, de acordo com o presidente da corte, Azmi Ariffin.

Na audiência precedente, realizada no mês de junho, o juiz contou que efetuaria o anúncio da decisão no dia 16 de agosto, que poderia se constituir na absolvição ou no prosseguimento do julgamento para possibilitar que as acusadas apresentem uma defesa perante as acusações.

O meio-irmão de Kim Jong-Un foi assassinado no dia 13 de fevereiro de 2017, no aeroporto de Kuala Lumpur por duas mulheres que lançaram um agente neurotóxico chamado VX (uma versão mortal do gás sarin) no rosto de Kim Jong Nam. A substância também é considerada como sendo uma arma de destruição em massa. Kim Jong Nam morreu poucos instantes após a ocorrência do ataque.

As duas acusadas refutam a ideia de que possuíam qualquer intuito de assassinar Kim Jong Nam e afirmam que foram contratadas para participar daquilo que criam ser um programa de televisão que mostrava ‘pegadinhas’, porém foram ludibriadas e colocadas em uma tramoia de agentes da Coreia do Norte.

Quatro cidadãos pertencentes à Coreia do Norte acusados de envolvimento no processo escaparam da Malásia no mesmo dia do crime.

Coreia do Sul incrimina a Coreia do Norte

Desde o começo do caso, a Coreia do Sul incrimina a Coreia do Norte de ter arquitetado o assassinato, o que Pyongyang contesta. Kim Jong-Nam se configurava como um crítico do regime norte-coreano e residia no exílio.

Na opinião da acusação, o caso se relaciona a um “assassinato totalmente planejado e executado” pelas duas mulheres, “preparadas” para assegurar o sucesso da missão.

A defesa denuncia a investigação, classificando-a como “de má qualidade” e solicita a absolvição das acusadas.

Detalhes do ocorrido

Kim Jong Nam estava aguardando um voo para Macau, na China, em uma segunda-feira, quando, em um dado momento, uma mulher cobriu o rosto dele com um pano, que começou a queimar os seus olhos. O falecimento dele foi decretado horas após a ação, conforme declarado por autoridades da Malásia.

Kim Jong Nam estava utilizando um passaporte com um nome diferente na época.

A maneira como o ataque ocorreu ainda está recheada de mistérios. Um policial malaio, Fadzil Ahmat, contou ao jornal local The Star que Kim havia avisado uma recepcionista fando que “alguém o teria agarrado por trás e espirrado um líquido em sua face”.

Contudo, em entrevista concedida para a agência de notícia Bernama, o mesmo policial alterou sua versão dos fatos. Ele falou que uma mulher teria agarrado Kim pela parte de trás do seu corpo e “coberto seu rosto com um pano encharcado em uma substância”.

Relatos primários apontavam que ele tinha sido atacado com um spray ou então com o uso de uma agulha.

Danieli Mennitti
Possuo graduação e mestrado em História pela UNESP. Faço parte da equipe de redação do portal Resumo. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Interesso-me e escrevo sobre os mais variados assuntos.

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