O Manual do guerreiro da luz

O Manual do guerreiro da luz, como já diz o título, na minha opinião é o livro dos iluminados da terra. Se você procura por respostas? Talvez a melhor seja esta (pare de procurar onde não há poder). Fiquei fascinado com a proposta deste livro, em meus hábitos diários não falta livros de autoajuda. Entretanto, é aqui que este Manual entra; ele é o próprio manual de ajuda se é que me entende. “Todos tem o direito de reivindicar a sua luz. Não longe. Não perto. Mais No Caminho. Onde os maiores tesouros estão escondidos.” Com pepitas de sabedoria – Paulo Coelho, dita sua perspectiva de uma maneira proverbial, no entanto, com clareza para todos os tipos de leitores. Não marquei bobeira ao deixar este livro na prateleira de minha Biblioteca, do lado direito do TTC (Tao Te Ching) de Lao Tse.

O Livro em Seis Definições:

– “Um guerreiro da luz nunca esquece a gratidão. Durante a luta, foi ajudado pelos anjos; as forças celestiais colocaram cada coisa em seu lugar, e permitiram que ele pudesse dar o melhor de si.”

– “É aquele que é capaz de entender o milagre da vida, lutar até o final por algo em que acredita, e – então – escutar os sinos que o mar faz tocar em seu leito”.

– “Sabe distinguir o que é passageiro, e o que é definitivo”.

– Um guerreiro da luz nunca esquece quem o ajudou, em seu caminho; seus professores, amigos, familiares – cada um foi colocado em sua vida pelas forças celestiais. Ele sente-se grato por dar o melhor de si.

– Um guerreiro da luz escreve uma carta para um amigo, ele sabe que a amizade e a distância são colocadas a prova em tempos de adversidades.

– Um guerreiro da luz ouve com atenção seus conselheiros. No entanto, não se deixa ser persuadido por toda vida. Ele sabe que sem conselho, o povo padece. Por isso escuta com atenção. Pare, respira e responde.

Resumo do Livro: O Manual do Guerreiro da Luz

O menino narrado por Paulo neste livro encontra-se com uma mulher que diz a ele sobre – “a existência de um gigantesco templo”, coberto de ‘sinos’ Então, o menino vislumbrado pela beleza irradiante daquela mulher; “que vestia roupas estranhas e tinha um véu cobrindo seus cabelos”. Surpreso por nunca ter encontrado com tal mulher, o menino ali ficou, “Você já viu este templo” perguntou ela. Vá lá e me conta o que acha dele”.

Como nada tinha naquele povoado, caminhou o menino por ali perto, quem seria capaz de responder uma pergunta que ficou no meio de sua conversa com a mulher? Decepcionado, caminhou até o povoado de pescadores vizinhos, para perguntar se já haviam escutado falar de uma ilha com um ‘templo’. “Ah isto foi há muito tempo atrás, no tempo em que os meus bisavôs moravam por aqui” – disse um velho pescador. “Mas houve um terremoto, e a ilha afundou no mar. Entretanto, embora já não possamos mais ver a ilha, ainda conseguimos escutar os sinos do seu templo, quando o mar os faz balançar lá no fundo”.

Todo menino, curioso e com medo do estranho, aquele mesmo menino caminhou de volta. Em um dia ensolarado, o menino sentou-se na praia, tentando ouvir o silencio do mar para escutar os sinos. Passou a tarde inteira ali, mas só conseguiu ouvir o ruído das ondas e os gritos das gaivotas.

Toda criança dá total atenção nas coisas, aquele menino não diferente, prestou atenção no que aquela mulher da praia havia dito para ele. Então, começou a questionar consigo mesmo sobre o que tinha escutado, seria mentira ou verdade? Então, como saber se algo é mentira ou verdade, pensando como criança? Que tal procurar por respostas? Certo, como toda criança ele até chegou a pensar em desistir após um ano com aquilo na cabeça, e nada de rever a mulher. Mas se escutara os sinos, o menino teria certeza de que eles falavam a verdade.

Quatros meses antes, ele não era aquele mesmo garoto, já escolhera como passar seu tempo, os amigos já não tinham mais sua antiga atenção, ele não se interessava mais pela escola.

Esse menino será que havia sido enfeitiçado por aquela mulher? O leitor pode ser perdoado por pensar em tal proposta. No entanto, sabe aquele grupo de amigos do futebol que não está nem aí para os livros que você lê? E, que tal aquelas suas amigas que só chamam você para sair, mas sempre estão acompanhadas, e você sempre está só? Talvez, a princípio pareça loucura tais argumentos, mais cá entre nós – Eles só querem se divertir. E quando a diversão acaba – você é louco, ou louca, é chamado de traíra, de c&&ao e um monte de besteiras? Então, todos os amigos do menino passaram a deixar ele de lado. Triste né? Até riram dele, vendo ele sentado na beira da praia.

Se lembra da analogia anterior que diz: “Toda criança tem medo do estranho? Pense nisso, após seis meses de perseverança. Embora o menino não conseguisse escutar os velhos sinos do templo – a cada manhã – ia aprendendo coisas diferentes. Começou a perceber que, de tanto ouvir o ruído das ondas, já não se deixava distrair por elas. Pouco tempo depois, acostumou-se também com o grito das gaivotas, o zumbido das abelhas, o vento batendo nas folhas das palmeiras. Ele verdadeiramente havia embarcado naquele mundo desconhecido. Permita-me fazer uma pergunta – se nós não fugirmos do conhecido-mal, como conseguiremos alcançar o desconhecido-bom? Se estivermos presos hoje em uma quadra de futebol, ou, no barzinho com as amigas, como escutaremos os sinos do mar?

Possivelmente o menino deixou tudo para trás por que havia escutado uma profecia de que sempre acreditou ser verdade. Mais só haveria de embarcar totalmente neste mundo desconhecido na fase adulta. Quando seus pais não iriam mais ditar o seu caminho.

Páginas Relevantes: Todas.

Referencias de Paulo Coelho:

Lao Tzu, Mahatma Gandhi, Chuan Tzu, Nachman de Bratzlav, Chico Xavier, John Bunyan, T.H. Huxley, Herrigel, Lanza del Vasto, Moauiy at, Omr Ben Al-Aas

Conclusão:

Há uma história interessante de um velho fazendeiro, que pretende definir o caminho do menino. Angus Buchan, mais conhecido em seu filme, “O Fazendeiro e Deus”. Ele passou por diversas provações, mais nunca disse que não iria colher batatas – era um tempo de seca – e todos ao seu redor, diziam que estava louco. Então Angus perseverou, foi ousado, e o mais importante teve a fé necessária de que iria cumprir o seu chamado. E aquele ano de seca quando todos diziam que era uma loucura “plantar”, Angus colherá batatas. Talvez você tenha a mesma fé de Angus, a mesma perseverança de um Guerreiro da Luz. Embarque neste seu mundo desconhecido sem olhar para trás, seja ousado, E os sinos tocarão para você também.

Por Alan Maiccon

contato.alanmaiccon @ gmail.com

 

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