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Investidores americanos buscam proteção ao risco

jul 25, 2020

Crescem os sinais de aversão ao risco em Wall Street devido ao impacto do coronavírus na economia dos Estados Unidos, com aumento de casos da doença e a perspectiva de um reaquecimento mais fraco.

Com o fim do rali dos mercados acionários nesta semana, os investidores injetaram cerca de US$ 24,5 bilhões em títulos de baixo risco, ao passo que retiraram US$ 3,8 bilhões aplicados em ações, conforme dados do Bank of America.

O aumento do preço do ouro, o ativo de preferência para proteção contra risco, pode ser explicado pelo mesmo movimento, tendo observado uma aplicação de US$ 41 bilhões em dinheiro vivo nesta semana.

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O dólar atingiu seu nível mais baixo em quase dois anos contra moedas de países desenvolvidos, em parte por conta de investidores atrás de oportunidades de crescimento na Europa, com a recente melhora nos indicadores da região.

Já no mercado de títulos, o yield em ativos do Tesouro americano, com ajuste da inflação, estão próximos das menores baixas registradas na história.

Opinião do especialista

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“Nós certamente estamos preocupados”, disse Nick Maroutsos, chefe de Títulos Globais na Janus Henderson Investors.

“Não acho que você possa simplesmente comprar ativos cegamente”, acrescentou. “Muito do valor foi espremido para fora.”

O gestor afirma que, em antecipação à ação do Federal Reserve, o Banco Central americano, houve um “medo de ficar por fora”, com a expectativa de que os estímulos governamentais podem manter ativos de risco elevados.

Além disso, Maroutsos acredita que os investidores estavam procurando estratégias de proteção ao risco para parte de seus portfólios, tendo em vista o movimento nos ativos mais arriscados, e que o comportamento pode continuar.

Federal Reserva

O Banco Central do Estados Unidos prometeu ao mercado compras ilimitadas de ativos financeiros.

Ainda que a maior parte das compras tenham se limitado a títulos da dívida americana e ativos com lastro em hipotecas, a promessa do Fed de aumentar compras da dívida corporativa causou um frenesi nos mercados financeiros.

A reunião do Fed marcada para 28 e 29 de julho, com baixa expectativa de alteração na política econômica, pode trazer uma boa descrição do estado em que a economia americana se encontra.